Trabalhadores dos Correios entram em greve por tempo indeterminado em todo o país

Categoria rejeitou proposta apresentada nas negociações e cobra mudanças no plano de saúde, além da preservação de salários, benefícios e direitos trabalhistas.
Redação NC News
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

Os trabalhadores dos Correios entraram em greve por tempo indeterminado em praticamente todo o país. A paralisação foi aprovada em assembleias realizadas na quinta-feira (10) e começou às 22h do mesmo dia, em meio ao impasse nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho 2026/2027.

A categoria rejeitou a proposta apresentada pela empresa após uma nova rodada de negociação com participação do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Um dos principais pontos de discordância é o plano de saúde dos trabalhadores, aposentados e familiares.

VEJA TAMBÉM:

Trump diz que não precisa do Congresso para pagar US$ 5 mil a americanos

Ibovespa recua com petróleo acima de US$ 100 e mercado de olho na crise do STF

Fim do desconto da Petrobras eleva preço da gasolina A, mas corte de impostos evita alta ao consumidor

Entenda o que aconteceu

A greve foi aprovada depois que os trabalhadores avaliaram a proposta apresentada pelos Correios durante as negociações da campanha salarial. Segundo a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (FINDECT), a proposta não atendeu às principais reivindicações da categoria.

A paralisação foi aprovada em praticamente todas as bases que realizaram assembleias na quinta-feira (10). Até o fechamento das informações divulgadas pela federação, 35 assembleias haviam aprovado a greve, enquanto no Acre a decisão estava prevista para esta sexta-feira (11).

Greve começou na noite de quinta-feira

A paralisação foi iniciada às 22h de quinta-feira (10) e tem duração por tempo indeterminado.

Entre as bases que aprovaram o movimento estão São Paulo, Rio de Janeiro, Bauru, Santos, Minas Gerais, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Pernambuco, Ceará, Amazonas, Pará e Distrito Federal.

A abrangência da paralisação pode afetar atividades operacionais e de distribuição dos Correios, embora a dimensão dos impactos possa variar de acordo com a adesão dos trabalhadores em cada região.

Plano de saúde é um dos principais pontos de conflito

A situação do plano de saúde aparece entre os principais motivos apontados pelos trabalhadores para rejeitar a proposta.

A FINDECT afirma que a direção dos Correios pretende alterar a condição de mantenedora do plano, o que, segundo a entidade, gera preocupação sobre o custeio e a continuidade da assistência médica oferecida a trabalhadores, aposentados e familiares.

A categoria também cobra a preservação de direitos e benefícios previstos no acordo coletivo.

Trabalhadores também cobram reajuste e manutenção de direitos

As reivindicações não se limitam ao plano de saúde.

Entre os pontos defendidos pelos sindicatos estão a recomposição salarial diante das perdas inflacionárias, manutenção de benefícios, melhores condições de trabalho e preservação de empregos e direitos.

A categoria também manifesta preocupação com mudanças estruturais planejadas para a empresa.

LEIA TAMBÉM:

Wall Street cai com inflação nos EUA e temor de alta dos juros pelo Fed

CEO da Coinbase prevê avanço nas regras para criptomoedas nos EUA mesmo sem aprovação de lei

Petrobras recua de aumento da gasolina após fim de desconto; veja como ficam os preços

Negociações terminaram sem acordo

Antes da aprovação da greve, trabalhadores, sindicatos, Correios e representantes do TST participaram de novas tentativas de negociação.

Segundo a FINDECT, a reunião realizada na quinta-feira terminou sem acordo. A entidade afirmou que a direção da empresa manteve sua posição sobre o plano de saúde, levando os sindicatos a orientar a aprovação da paralisação.

O impasse ocorre durante a negociação do Acordo Coletivo de Trabalho 2026/2027.

O que pode acontecer com as entregas

A greve pode provocar alterações na rotina de funcionamento dos Correios, principalmente em atividades operacionais, atendimento e distribuição de correspondências e encomendas.

O impacto, porém, dependerá da adesão dos trabalhadores e da organização dos serviços durante o período de paralisação.

A população que aguarda encomendas ou depende de serviços postais deve acompanhar as atualizações dos Correios e verificar eventuais mudanças no prazo de entrega.

Entenda o contexto

A paralisação acontece depois de uma série de rodadas de negociação entre os trabalhadores e a direção dos Correios. A campanha salarial de 2026/2027 chegou ao TST diante da dificuldade de construção de um acordo entre as partes.

Os sindicatos afirmam que a proposta apresentada não resolveu questões consideradas prioritárias pela categoria, principalmente em relação ao plano de saúde e à manutenção de direitos.

Com a greve por tempo indeterminado, novas negociações poderão definir os próximos passos do movimento. A FINDECT informou que continua acompanhando a mobilização e mantém disposição para buscar uma solução com a direção dos Correios.

AS MAIS LIDAS DO NC NEWS:

El Niño forte acende alerta para dengue no Brasil; sudeste pode ter o dobro dos casos

STF cancela novamente sessão de julgamentos em meio à crise entre ministros

Lula sanciona lei que acaba com a “taxa das blusinhas”

Carregar Comentários