Fim do desconto da Petrobras eleva preço da gasolina A, mas corte de impostos evita alta ao consumidor

Estatal encerra redução de R$ 0,44 por litro nas vendas às distribuidoras nesta quinta-feira (10), mas governo compensa o impacto com queda de R$ 0,63 nos tributos federais sobre o combustível
Redação NC News
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A Petrobras deixou de aplicar, a partir desta quinta-feira (10), o desconto de R$ 0,44 por litro que concedia sobre a gasolina A vendida às distribuidoras. Com o fim do benefício, o preço médio de venda do combustível pela estatal passa a R$ 3,05 por litro.

Apesar do reajuste, o preço final ao consumidor não deve subir. Segundo a Petrobras, a redução de R$ 0,63 nos tributos federais sobre a gasolina, anunciada pelo governo, entra em vigor no mesmo dia e mais do que compensa o fim do desconto — resultado que deve fazer o litro do combustível ficar, na prática, R$ 0,19 mais barato do que era cobrado até quarta-feira (9).

Estatal encerra redução de R$ 0,44 por litro nas vendas às distribuidoras nesta quinta-feira (10), mas governo compensa o impacto com queda de R$ 0,63 nos tributos federais sobre o combustível
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 Entenda o que aconteceu

A gasolina A é o combustível puro que sai das refinarias e é vendido pela Petrobras diretamente às distribuidoras, antes de receber a mistura com etanol anidro que a transforma na gasolina C — a versão comercializada nos postos. Foi justamente sobre esse produto que a estatal aplicava, até quarta-feira, um desconto de R$ 0,44 por litro.

Com o fim do benefício nesta quinta, o preço de venda às distribuidoras sobe para R$ 3,05 por litro. Ainda assim, a Petrobras garante que o valor final pago pelo consumidor deve cair, já que a nova desoneração tributária federal tem impacto maior do que o reajuste.

Quanto custam os combustíveis hoje

Segundo os dados mais recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), levantados entre 30 de agosto e 5 de setembro, o preço médio da gasolina no país estava em R$ 6,51 por litro. No mesmo período, o diesel S-10 era vendido, em média, a R$ 6,88 por litro, e o etanol hidratado, a R$ 3,95 por litro.

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 As medidas do governo por trás do corte de impostos

A redução dos tributos sobre a gasolina faz parte de um decreto assinado na quarta-feira (9) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que amplia o subsídio ao combustível de R$ 0,44 para R$ 0,63 por litro. O mesmo decreto zera os tributos sobre o etanol hidratado, com redução adicional de R$ 0,19 por litro.

O governo também publicou uma medida provisória que autoriza uma subvenção de R$ 1 por litro para o diesel. Esse valor se soma a um subsídio já existente de R$ 1,12, válido até 26 de setembro — o que eleva a subvenção total do diesel a R$ 2,12 por litro durante esse período.

 Entenda o contexto

As medidas foram anunciadas a menos de um mês da eleição presidencial e em meio à escalada do preço do petróleo no mercado internacional. O barril do tipo Brent, referência global, voltou a ultrapassar a marca de US$ 100 nesta quarta-feira, após o agravamento dos conflitos no Oriente Médio — cenário que pressiona os custos de importação, já que mais de 25% do diesel consumido no Brasil vem de fora do país. É nesse contexto de pressão externa sobre os preços que o governo optou por ampliar os subsídios aos combustíveis.

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