A guerra entre Estados Unidos e Irã já custou US$ 33,4 bilhões aos cofres americanos nos quatro primeiros meses do conflito, segundo relatório do inspetor-geral do Pentágono divulgado nesta segunda-feira (14). O levantamento considera o período entre 28 de fevereiro, quando a ofensiva começou, e 30 de junho de 2026.
O documento também aponta que a campanha militar provocou redução nos estoques de munições dos Estados Unidos e criou gargalos na indústria responsável pela reposição dos armamentos. O relatório foi encaminhado ao Congresso americano e detalha os impactos financeiros e materiais da guerra.
Munições concentram a maior parte dos gastos
Dos US$ 33,4 bilhões registrados no período analisado, US$ 22,3 bilhões correspondem às munições utilizadas pelas forças americanas. Outros US$ 3,7 bilhões estão relacionados a perdas de equipamentos militares, enquanto US$ 7,4 bilhões representam outras despesas provocadas pela operação.
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Relatório aponta falta de munições
Segundo o documento, os quatro primeiros meses da guerra produziram “déficits estratégicos” nos estoques americanos de munições e dificuldades na cadeia industrial de reabastecimento. O Pentágono trabalha para acelerar a compra e a produção de novos armamentos e recompor os materiais utilizados no conflito.
O levantamento também contrasta com declarações recentes do presidente Donald Trump e do secretário de Defesa, Pete Hegseth, que negaram que os Estados Unidos estejam enfrentando uma falta significativa de munições. O relatório, porém, registra dificuldades para recuperar os níveis de estoque.
Equipamentos militares também foram perdidos
O relatório registra danos e perdas de equipamentos utilizados durante a campanha. Entre os materiais atingidos estão aeronaves e drones empregados pelas forças americanas no Oriente Médio.
Além dos equipamentos militares, instalações diplomáticas dos Estados Unidos na região também sofreram danos. O Departamento de Estado contabilizou prejuízos superiores a US$ 184 milhões em estruturas diplomáticas, dentro de um total de mais de US$ 208 milhões em danos e outros impactos registrados em países como Iraque, Kuwait, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.
Mais de 20 mil militares e diplomatas foram deslocados
Desde o início do conflito, mais de 20 mil militares e diplomatas americanos foram deslocados para operações relacionadas à guerra. O relatório também registra dificuldades para transportar feridos, levando parte deles a receber atendimento médico em unidades locais.
As forças americanas realizaram milhares de voos a partir de bases na Europa durante a campanha. O conflito também atingiu estruturas estratégicas utilizadas pelos Estados Unidos no Oriente Médio, ampliando os custos logísticos da operação.
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Entenda o contexto
A ofensiva militar dos Estados Unidos contra o Irã começou em 28 de fevereiro de 2026 e provocou uma escalada que passou a afetar não apenas as forças envolvidas diretamente no conflito, mas também o mercado internacional de energia e as cadeias de abastecimento militar.
O custo de US$ 33,4 bilhões apresentado no relatório corresponde aos quatro primeiros meses analisados e não inclui todos os gastos futuros necessários para reparar instalações danificadas, substituir aeronaves e recompor completamente os estoques de armamentos. O próprio Pentágono já havia apresentado outras estimativas posteriores sobre o custo total da guerra.
Além da pressão sobre o orçamento americano, a duração do conflito mantém preocupações sobre a capacidade das Forças Armadas dos Estados Unidos de sustentar operações prolongadas sem comprometer estoques e outras missões estratégicas. O impacto sobre o petróleo também permanece entre os principais efeitos econômicos da guerra.
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