Para quem divide a cama com uma pessoa que ronca, uma noite de sono pode se transformar em uma sequência de pequenos despertares. O barulho pode dificultar o início do sono, provocar interrupções durante a madrugada e reduzir a qualidade do descanso.
O problema pode parecer apenas um incômodo para o casal, mas a privação de sono provocada pelo ronco frequente pode afetar o bem-estar durante o dia. Pessoas expostas continuamente ao barulho podem acordar cansadas, irritadas e com dificuldade para se concentrar.
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Entenda o que acontece
O ronco acontece quando o fluxo de ar pelas vias respiratórias fica parcialmente obstruído durante o sono. A vibração dos tecidos da garganta produz o som característico.
Quando o barulho é frequente e intenso, quem dorme ao lado pode ter o descanso interrompido várias vezes, mesmo que não perceba completamente todos os despertares durante a noite.
Um levantamento citado pela Sleep Foundation mostrou que 75% das pessoas que dividem a cama com alguém que ronca afirmam que o ronco interfere no próprio sono, enquanto 77% disseram que o problema afeta de alguma maneira o bem-estar.
Por que o ronco pode deixar o parceiro exausto
O problema não está apenas no volume do som. O organismo precisa passar por diferentes fases do sono para realizar processos importantes de recuperação.
Despertares repetidos podem fragmentar esse ciclo e fazer com que a pessoa passe menos tempo em um sono realmente restaurador.
O resultado pode aparecer na manhã seguinte como cansaço, sonolência, irritabilidade e dificuldade de concentração.
Em alguns casos, a sensação é semelhante à de ter passado a noite inteira dormindo mal, mesmo que a pessoa tenha permanecido muitas horas na cama.
Ronco pode estar relacionado à apneia do sono
Nem todo ronco significa que uma pessoa tenha um distúrbio do sono. No entanto, ronco alto e frequente pode ser um dos sinais de apneia obstrutiva do sono, condição em que a respiração é interrompida repetidamente durante a noite.
A apneia ocorre quando as vias aéreas superiores ficam bloqueadas temporariamente. Além do ronco, outros sinais podem incluir pausas na respiração observadas por quem dorme ao lado, engasgos durante a noite e sonolência excessiva durante o dia.
Quando esses sinais aparecem, é importante procurar avaliação de um profissional de saúde.
O problema também afeta a rotina do casal
A falta de sono pode ultrapassar o período da madrugada.
Uma pessoa que passa várias noites dormindo mal pode apresentar mais irritação, dificuldade para manter a atenção e queda no desempenho durante o dia.
O problema também pode interferir na convivência. O parceiro que ronca pode não perceber a intensidade do barulho, enquanto a outra pessoa acumula noites de descanso inadequado.
Por isso, tratar o ronco não é apenas uma questão de conforto: pode representar uma tentativa de melhorar a qualidade de sono dos dois.
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Dormir em quartos separados pode ser uma alternativa?
Alguns casais optam temporariamente por dormir em quartos diferentes quando o ronco ou outros hábitos noturnos prejudicam o descanso.
A chamada “separação do sono” não significa necessariamente um problema no relacionamento. Uma pesquisa da American Academy of Sleep Medicine apontou que cerca de 31% dos adultos norte-americanos relataram dormir separados do parceiro de maneira ocasional ou frequente em 2025.
Antes disso, porém, pode ser importante identificar a causa do ronco e buscar formas de reduzir o problema.
O que pode ajudar a diminuir o impacto do ronco
Algumas mudanças de hábitos podem ajudar em determinados casos. Entre as medidas estão evitar o consumo de álcool próximo ao horário de dormir, manter um peso saudável e buscar orientação médica quando o ronco é intenso ou persistente.
Dispositivos específicos também podem ser utilizados em situações selecionadas, mas a escolha do tratamento depende da causa do ronco e deve ser orientada por um profissional.
Quando existe suspeita de apneia, o diagnóstico é especialmente importante porque o tratamento adequado pode melhorar não apenas o sono de quem ronca, mas também o descanso do parceiro.
Entenda o contexto
O ronco é comum, mas não deve ser automaticamente considerado normal quando acontece com frequência, é muito intenso ou vem acompanhado de outros sinais.
Para quem dorme ao lado de uma pessoa que ronca, o problema pode significar noites de sono fragmentado e consequências durante o dia. Estudos já demonstraram que tratar distúrbios respiratórios do sono pode melhorar a qualidade do descanso do parceiro.
Por isso, quando o ronco é persistente, especialmente se houver pausas na respiração, engasgos ou sonolência excessiva durante o dia, procurar avaliação médica pode ajudar a identificar se existe algum distúrbio por trás do barulho.
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