O medicamento experimental destinado ao tratamento de Lito Sousa chegou ao Brasil e foi liberado rapidamente após uma operação envolvendo órgãos responsáveis pela entrada da substância no país. O produto veio de Nova York, nos Estados Unidos, e foi encaminhado ao Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.
A chegada ocorreu em meio à urgência do caso. Lito foi diagnosticado com doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma enfermidade neurodegenerativa rara e de rápida progressão. A Anvisa havia autorizado anteriormente a importação e o uso individual da substância em caráter excepcional.
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Entenda o que aconteceu
O medicamento, identificado como ALN-6457, foi desenvolvido pela farmacêutica Regeneron Pharmaceuticals. A substância ainda está em estágio pré-clínico e não havia passado por estudos clínicos formalmente iniciados em seres humanos para o tratamento da doença de Creutzfeldt-Jakob.
A autorização da Anvisa ocorreu em caráter excepcional depois que o Hospital Israelita Albert Einstein solicitou a importação para uso individual. Lito foi incluído em um programa de uso compassivo mantido pela empresa responsável pelo desenvolvimento da substância.
A liberação não significa que o produto tenha sido aprovado para comercialização ou que sua eficácia contra a doença esteja comprovada. O uso ocorre em uma situação específica, diante da gravidade e da rápida evolução da enfermidade.
Medicamento chegou dos Estados Unidos
A substância saiu de Nova York e chegou ao Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Após o desembarque, houve uma atuação rápida para liberar a carga e permitir que o medicamento fosse encaminhado ao hospital.
A urgência está relacionada às características do tratamento experimental e à situação clínica de Lito. Segundo informações divulgadas sobre a operação, o produto foi liberado pela Receita Federal poucos minutos depois do pouso e posteriormente transportado até o Einstein.
O que é o ALN-6457
O ALN-6457 utiliza uma tecnologia baseada em interferência de RNA (RNAi). A proposta é reduzir a produção da proteína priônica normal, conhecida como PrP, que está relacionada ao processo das doenças causadas por príons.
A estratégia ainda está em fase experimental. A substância não foi testada formalmente em humanos para a doença de Creutzfeldt-Jakob, o que significa que os efeitos e a eficácia do tratamento ainda não são conhecidos.
Tratamento ocorre em caráter excepcional
O acesso de Lito ao medicamento foi viabilizado por meio de um programa de uso compassivo, mecanismo que pode permitir o acesso individual a tratamentos experimentais em situações específicas, especialmente quando não existem alternativas terapêuticas disponíveis.
A Anvisa levou em consideração a gravidade e a rápida evolução da doença, além da ausência de registro comercial e de representante legal do produto no Brasil.
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A doença de Creutzfeldt-Jakob é rara, grave e não possui tratamento curativo estabelecido. O ALN-6457 busca atuar em um dos mecanismos relacionados à formação e ao acúmulo anormal de proteínas priônicas, mas ainda não há comprovação de que essa estratégia seja eficaz em pacientes com a doença.
Entenda o contexto
Lito Sousa, conhecido pelo canal Aviões e Músicas, tornou público o diagnóstico e passou a compartilhar com o público a busca por alternativas diante da evolução da doença.
A autorização para o medicamento foi anunciada pela Anvisa no início de setembro. Na ocasião, a família informou que a substância seria importada dos Estados Unidos e utilizada por meio do programa de uso compassivo.
Agora, com a chegada do produto ao Brasil, começa uma nova fase do processo. O medicamento será utilizado de forma individual e experimental, com acompanhamento da equipe médica responsável pelo tratamento.
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