Uma criança de 3 anos morreu durante um incêndio em um apartamento no Jardim Itayu, em Campinas, no interior de São Paulo, na manhã desta terça-feira (15). Outras duas crianças, de 4 e 6 anos, ficaram feridas e foram encaminhadas para atendimento médico.
Segundo as informações apuradas no local, as três crianças estavam sozinhas no apartamento quando o fogo começou. As duas mães foram identificadas posteriormente pela polícia e presas sob suspeita de abandono de incapaz. O caso é investigado pela Polícia Civil.
Criança ficou presa no apartamento durante o incêndio
O fogo atingiu um apartamento localizado na Rua Itapemirim, no Jardim Itayu. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 8h42 e mobilizou sete viaturas para atender a ocorrência.
A criança de 3 anos, identificada como Miguel, ficou presa no imóvel e morreu no local. O corpo foi encontrado após o controle das chamas.
As outras duas crianças conseguiram deixar o apartamento, mas sofreram queimaduras. Uma delas foi encaminhada ao Hospital Mário Gattinho e a outra foi levada ao Hospital de Clínicas da Unicamp. O estado de saúde das vítimas não havia sido detalhado pelas autoridades até a última atualização.
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Mães são presas após investigação inicial
As duas mulheres responsáveis pelas crianças foram localizadas depois do incêndio e conduzidas à delegacia. De acordo com a investigação, elas não estavam no apartamento no momento em que as chamas começaram.
As duas foram presas por suspeita de abandono de incapaz. No caso da mãe da criança que morreu, a investigação considera também as consequências do abandono relacionadas à morte do menino.
As mulheres foram encaminhadas para a cadeia feminina de Paulínia. A Polícia Civil deverá reunir depoimentos e outros elementos para esclarecer as circunstâncias que levaram as crianças a permanecerem sozinhas no imóvel.
Prédio fica em área ocupada
O imóvel atingido pelo incêndio está localizado em uma área particular ocupada desde 2017. Segundo a Prefeitura de Campinas, o local é alvo de uma ação judicial de reintegração de posse e possui cadastro de 108 famílias.
A administração municipal informou que acompanha a ocupação e que já ofereceu o Auxílio-Moradia Emergencial às famílias. O município também informou que havia realizado ações de cadastramento e acompanhamento da área.
Perícia vai investigar causa do incêndio
A Polícia Científica foi acionada para realizar a perícia no imóvel. A causa do incêndio ainda não foi determinada e deverá ser esclarecida ao longo da investigação.
Equipes da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e da Prefeitura de Campinas participaram do atendimento à ocorrência. O local foi preservado para os trabalhos periciais.
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Entenda o contexto
O incêndio ocorreu em meio a uma sequência de ocorrências provocadas pelas fortes chuvas e por outros eventos registrados em diferentes regiões de São Paulo nos últimos dias. Campinas também aparece entre os municípios que registraram volumes elevados de precipitação no período.
Na capital e no interior, os temporais provocaram alagamentos, quedas de árvores, deslizamentos e danos em imóveis. A Defesa Civil mantém o monitoramento de áreas consideradas de risco diante da possibilidade de novos episódios de chuva intensa.
No caso de Campinas, a investigação sobre o incêndio deverá esclarecer como o fogo começou, as condições encontradas no apartamento e as circunstâncias que levaram as crianças a permanecerem sozinhas no imóvel. As suspeitas contra as mães ainda serão analisadas pelas autoridades e não representam condenação.
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