O governo federal anunciou nesta quinta-feira (17) um reajuste de 15,04% nos valores do Bolsa Família. Com a mudança, o piso mensal do programa passará de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio deverá subir de R$ 675 para R$ 777.
A nova quantia será aplicada a partir da folha de pagamento de outubro. Os pagamentos referentes a setembro, iniciados nesta quinta-feira, ainda seguem os valores atuais.
VEJA TAMBÉM:
Bolsa Família não terá reajuste previsto no Orçamento de 2027
O que muda no Bolsa Família
Com o reajuste, o valor mínimo pago por família passa de R$ 600 para R$ 691. O benefício médio também será atualizado, passando de R$ 675 para R$ 777.
O percentual de 15,04% foi apresentado pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, como uma reposição da inflação medida pelo INPC acumulada desde o início da atual versão do programa, em 2023, até agosto de 2026.
O reajuste é linear sobre os benefícios e mantém os adicionais previstos para famílias de acordo com sua composição.
Quando o novo valor começa a ser pago
O novo piso de R$ 691 passa a valer na folha de outubro. Portanto, quem recebe o Bolsa Família em setembro continuará seguindo os valores anteriores à mudança.
Os pagamentos de setembro começaram nesta quinta-feira (17), conforme o calendário do programa. Em municípios que estão em situação de emergência ou calamidade pública reconhecida pelo governo federal, o calendário foi unificado e os beneficiários puderam movimentar o dinheiro já no primeiro dia de pagamentos.
LEIA TAMBÉM:
Bolsa Família paga novo grupo nesta terça (25). Veja quem recebe, valor e como consultar
Quanto o reajuste vai custar aos cofres públicos
Segundo o governo, o reajuste terá um impacto estimado de R$ 5,8 bilhões nas contas públicas em 2026. Em 2027, quando o novo valor será aplicado durante todo o ano, o impacto adicional deve chegar a aproximadamente R$ 22 bilhões.
Para acomodar a nova despesa em 2027, será necessário alterar a proposta de Orçamento encaminhada anteriormente pelo governo ao Congresso Nacional. A previsão inicial apresentada em agosto não incluía o reajuste do Bolsa Família.
Segundo o ministro Bruno Moretti, o governo identificou espaço fiscal para realizar a atualização e afirmou que a medida será feita dentro das regras fiscais.
Quem pode receber o Bolsa Família
O programa é destinado a famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) que tenham renda mensal de até R$ 218 por pessoa.
Para calcular a renda familiar por pessoa, são somados os rendimentos dos integrantes que vivem na mesma residência e o resultado é dividido pelo número de moradores. A entrada no programa não ocorre automaticamente apenas com a inscrição no CadÚnico, já que depende da análise do governo.
Além do valor mínimo, o Bolsa Família prevê adicionais conforme a composição familiar, incluindo valores destinados a crianças pequenas, adolescentes e gestantes.
Reajuste ocorre antes do primeiro turno das eleições
O anúncio foi feito nesta quinta-feira (17), 17 dias antes do primeiro turno das eleições de 2026, marcado para 4 de outubro. A proximidade entre as duas datas foi registrada por diferentes veículos ao noticiar a medida.
O governo, por sua vez, apresentou o reajuste como reposição da inflação acumulada e informou que a atualização está prevista dentro das regras do programa e do espaço fiscal identificado pela equipe econômica.
Entenda o contexto
O Bolsa Família mantém atualmente o piso de R$ 600, valor que havia sido estabelecido em 2022 e foi mantido após a retomada do programa com esse nome em 2023. Desde então, não havia ocorrido uma atualização do piso.
Com o anúncio desta quinta-feira, o valor mínimo passará para R$ 691 e o benefício médio deverá chegar a R$ 777. A mudança começa a valer na folha de outubro, enquanto os pagamentos de setembro seguem as regras e os valores anteriores ao reajuste.
AS MAIS LIDAS DO NC NEWS:
Jacaré de 2,5 metros invade jardim de casa e avança contra policiais nos EUA
PF deflagra operação contra suspeita de desvios e afasta prefeito de Coari no Amazonas