A candidata ao Senado por São Paulo Marina Silva (Rede) citou por engano o número de urna do adversário Ricardo Salles (Novo) durante um ato de campanha nesta sexta-feira (18), em Guarulhos, na Grande São Paulo. Ao pedir votos, Marina falou inicialmente “300”, número utilizado por Salles, e corrigiu a própria fala na sequência para “180”, seu número na disputa.
O episódio ocorreu durante um evento de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que reuniu candidatos e aliados. Marina também se confundiu em outro momento ao falar sobre o cargo que disputa, mas foi corrigida logo depois por Simone Tebet (PSB), que concorre, assim como ela, a uma das duas vagas de São Paulo no Senado.
Marina fala número de Salles e corrige na sequência
Durante seu discurso, Marina mencionava candidatos do grupo político e pediu votos para os nomes da chapa quando ocorreu a troca dos números.
“São Paulo vai eleger Haddad governador, Lula presidente, Simone 400 e Marina 300… 180”, afirmou a candidata, corrigindo imediatamente o número.
O 300 pertence a Ricardo Salles, candidato ao Senado pelo Novo e adversário de Marina na disputa paulista. O número correto da candidata da Rede é 180.
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Candidata também se confundiu ao mencionar cargo
A troca do número não foi o único equívoco cometido por Marina durante sua participação no evento.
Momentos antes, ela afirmou que ela e Simone Tebet seriam candidatas ao governo de São Paulo. Simone interveio e lembrou que as duas disputam vagas no Senado.
Marina então prosseguiu com o discurso. A candidata integra o grupo político que apoia Fernando Haddad (PT) na disputa pelo governo paulista e Lula na eleição presidencial.
Salles também disputa uma das vagas ao Senado
Ricardo Salles concorre ao Senado pelo Novo e utiliza o número 300 nas urnas. Marina Silva disputa pelo número 180, enquanto Simone Tebet utiliza o 400.
São Paulo terá duas vagas ao Senado em disputa nas eleições de 2026. Por isso, cada eleitor paulista poderá escolher dois candidatos diferentes para o cargo.
O episódio ocorreu em um momento de campanha no qual Marina e Salles estão entre os nomes que buscam uma das cadeiras disponíveis no estado.
Disputa pelo Senado em São Paulo está apertada
Levantamentos recentes mostram diferentes candidatos próximos na corrida pelas duas vagas paulistas. Pesquisa Datafolha publicada nesta sexta-feira aponta Marina Silva e Simone Tebet com 13% das intenções de voto cada uma.
André do Prado (PL) registra 11% e Guilherme Derrite (PP), 10%. Os quatro estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
Ricardo Salles aparece na sequência, com 5%. O levantamento ouviu 1.610 eleitores de 65 municípios paulistas entre os dias 8 e 10 de setembro, tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança informado de 95%.
Pesquisas eleitorais representam um retrato das intenções declaradas pelos entrevistados durante o período da coleta e não constituem previsão do resultado das urnas.
Ato reuniu Lula e candidatos em Guarulhos
Além de Marina Silva, o evento desta sexta-feira teve a participação de Lula, da primeira-dama Janja da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), de Fernando Haddad e de Simone Tebet.
O encontro faz parte da mobilização eleitoral do grupo em São Paulo na reta final antes do primeiro turno.
O episódio envolvendo Marina ocorreu durante sua própria fala e a correção do número foi feita imediatamente. Não houve alteração na candidatura: ela continua concorrendo ao Senado por São Paulo com o número 180.
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Entenda o contexto
A eleição de 2026 renovará dois terços do Senado Federal. Isso significa que 54 das 81 cadeiras da Casa estarão em disputa em todo o país, sendo duas vagas por estado e pelo Distrito Federal.
Em São Paulo, Marina Silva, Simone Tebet, Guilherme Derrite, André do Prado e Ricardo Salles estão entre os candidatos que disputam as duas cadeiras. Levantamentos publicados durante a campanha registram uma corrida com vários nomes próximos, considerando as respectivas margens de erro.
O Senado possui atribuições exclusivas previstas na Constituição, além de participar da análise e votação de projetos e propostas legislativas. Com duas vagas em disputa neste ano, o eleitor paulista poderá registrar dois votos para senador, obrigatoriamente em candidatos diferentes.
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