A empresária e ex-vereadora Verônica Costa, conhecida como “Mãe Loira do Funk”, afirmou que foi presa sem provas e relatou ter sido vítima de ameaças durante o relacionamento com o ex-marido, Márcio Costa. A declaração foi dada após a prisão dela, determinada pela Justiça do Rio de Janeiro após uma condenação por tortura contra o ex-companheiro.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Verônica disse que o processo não teria considerado relatos de violência que, segundo ela, sofreu durante o casamento. A ex-vereadora afirmou que teria sido ameaçada com uma arma pelo ex-marido e disse que “fez roleta-russa” com ela durante um episódio de conflito.
Verônica contesta condenação por tortura
Verônica Costa foi presa após a Justiça determinar o cumprimento da pena de 10 anos e 8 meses de reclusão pelo crime de tortura contra Márcio Costa. A condenação passou a ser executada após o encerramento das possibilidades de recurso no processo.
Ao se manifestar sobre o caso, a artista afirmou que não reconhece a decisão judicial como justa e declarou que sua versão dos acontecimentos não teria sido considerada durante a análise do processo.
Verônica Costa deixa sede da Polinter após prisão por condenação de tortura
Ex-vereadora afirma ter sofrido ameaças
Segundo o relato apresentado por Verônica, o relacionamento com Márcio Costa teria sido marcado por episódios de violência e ameaças. Ela afirmou que chegou a ser ameaçada com uma arma e que teria procurado ajuda.
A defesa da ex-vereadora também afirma que ela registrou uma ocorrência em 2010 relatando agressões físicas e psicológicas, além de ameaças. Os advogados sustentam que esses elementos deveriam ser considerados no contexto do caso.
Entenda o caso envolvendo Márcio Costa
O caso teve início em 2011, quando Márcio Costa procurou a polícia e relatou ter sido agredido durante uma ação que teria envolvido familiares de Verônica. Segundo a denúncia apresentada na época, ele teria sido imobilizado, amarrado e sofrido agressões dentro da residência do casal.
Verônica negou participação nas agressões e afirmou que foi condenada sem provas técnicas suficientes. Segundo ela, apenas a versão apresentada pelo ex-marido teria sido considerada no processo.
Prisão ocorreu no Rio de Janeiro
A prisão de Verônica Costa aconteceu após agentes da Polícia Civil localizarem a ex-vereadora em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro. Ela foi encaminhada para a sede da DC-Polinter, na capital fluminense.
Além de Verônica, outras pessoas também foram presas no cumprimento das ordens judiciais relacionadas ao caso.
Próximos passos
A defesa de Verônica Costa afirma que pretende buscar medidas judiciais para contestar a condenação e apresentar sua versão dos fatos.
O processo segue com a execução da pena determinada pela Justiça, enquanto a defesa mantém a alegação de que houve falhas na análise do caso.