A Corregedoria-Geral da Polícia Civil do Rio Grande do Sul arquivou a investigação que apurava denúncias contra a delegada Tatiana Bastos. Depois de oito meses de apuração e cerca de 20 pessoas ouvidas, o órgão informou que não foram reunidas provas suficientes da prática de crime ou de transgressão disciplinar.
O procedimento havia começado após denúncias anônimas sobre o suposto uso de servidores, viaturas e outros recursos públicos em atividades relacionadas a um curso particular. Com o encerramento da apuração, a Polícia Civil confirmou que as averiguações não identificaram crime nem falta funcional atribuível à delegada.
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Apuração começou após denúncias anônimas
As suspeitas motivaram a abertura de uma investigação interna para verificar a atuação da delegada e a eventual utilização da estrutura pública em atividades externas. Durante os oito meses de trabalho, aproximadamente 20 pessoas foram chamadas para prestar esclarecimentos.
Tatiana Bastos deixou a direção do Departamento de Grupos Vulneráveis em novembro de 2025. Na ocasião, segundo a reportagem, a Polícia Civil informou que a alteração no comando tinha como objetivo promover melhorias no órgão.
Após a conclusão das diligências, a Corregedoria decidiu pelo arquivamento. O Ministério Público do Rio Grande do Sul também promoveu o arquivamento de apuração relacionada ao caso no âmbito da Promotoria de Justiça de Controle Externo da Atividade Policial, segundo manifestação divulgada pela defesa.
Defesa diz que denúncias eram infundadas
A defesa de Tatiana Bastos afirmou que o encerramento das apurações demonstra ausência de elementos que sustentassem as acusações. Em nota, classificou as denúncias como infundadas e disse que o resultado preserva a honra e a idoneidade profissional da delegada.
Os advogados também destacaram os 22 anos de atuação de Tatiana na Polícia Civil. A manifestação afirma ainda que a defesa espera que sejam apuradas as circunstâncias em que surgiram e foram divulgadas as denúncias contra a servidora.
O arquivamento encerra a investigação administrativa sem responsabilização da delegada pelos fatos que estavam sob apuração.