O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou nesta terça-feira (6) que quer acompanhar como senadores aliados de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vão se posicionar diante da proposta de emenda à Constituição que prevê o fim da escala de trabalho 6×1.
A declaração foi dada após uma reunião com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
“Eu quero ver a turma do Flávio Bolsonaro votar contra. Eu tô pagando para ver, para ver essa atitude que eles puderem tomar”, afirmou Guimarães.
Governo tenta avançar com proposta no Senado
Guimarães afirmou que Alcolumbre está disposto a colocar a matéria em discussão e votação. O ministro disse que comunicará ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a conversa e declarou que a intenção é votar a proposta antes do segundo turno da eleição presidencial.
Fim da escala 6×1 entra em nova fase no Senado; veja o que falta para PEC ser aprovada
A PEC já passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. No plenário, uma proposta de emenda à Constituição precisa ser aprovada em dois turnos, com pelo menos 49 votos favoráveis entre os 81 senadores em cada votação.

Flávio defende proposta alternativa
Flávio Bolsonaro tem defendido uma alternativa ao texto em discussão, baseada na possibilidade de negociação da escala de trabalho. Até o momento, porém, o senador não declarou de forma definitiva como votará no texto que tramita no Senado.
Guimarães também negou que Flávio esteja impedindo as negociações para a análise da matéria. A proposta é uma das pautas defendidas pelo governo Lula no Congresso.
PEC prevê mudança na jornada
O texto aprovado anteriormente pela Câmara estabelece o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial.
Ao analisar a matéria na CCJ, o relator Omar Aziz (PSD-AM) manteve o texto aprovado pelos deputados. Com a etapa na comissão concluída, a proposta depende agora da tramitação no plenário do Senado.
Senado inicia discussão
Alcolumbre incluiu a proposta na pauta do plenário para esta terça-feira. O rito de uma PEC prevê sessões de discussão antes das votações em primeiro e segundo turnos, embora o calendário possa ser acelerado mediante acordo entre os senadores.
O debate ocorre durante o período entre os dois turnos da eleição presidencial, enquanto governo e oposição apresentam posições distintas sobre a mudança na jornada de trabalho.