Uma criança de 7 anos foi encontrada com 116 pedras de crack dentro da mochila em uma escola municipal de Belo Jardim, no Agreste de Pernambuco, na manhã de segunda-feira (19). O próprio aluno percebeu a presença de objetos desconhecidos entre seus materiais escolares e avisou à professora. A Polícia Civil investiga como a droga foi parar na mochila.
O caso aconteceu na Escola Municipal Professora Dulce Ramos, por volta das 11h. Segundo a Secretaria de Educação, Esportes e Tecnologia de Belo Jardim, a criança retirava seus materiais da mochila quando encontrou os objetos e comunicou imediatamente a situação à professora. A docente encaminhou o material à direção, que acionou as autoridades.
Durante o atendimento realizado pela equipe escolar, o menino afirmou não saber como os objetos haviam sido colocados em sua mochila. Policiais militares do 15º Batalhão foram chamados para verificar a ocorrência e confirmaram a presença das 116 pedras de substância identificada preliminarmente como crack. Até o momento, não há confirmação sobre a origem do material ou quem o colocou entre os pertences da criança.
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Aluno encontrou a droga e avisou à professora
De acordo com a Prefeitura de Belo Jardim, a descoberta ocorreu durante as atividades escolares. Ao perceber que havia objetos que não reconhecia dentro da mochila, o estudante procurou a professora para relatar a situação.
A direção da escola adotou os procedimentos de atendimento e proteção da criança, incluindo uma conversa para compreender as circunstâncias da descoberta. O aluno relatou que desconhecia a presença do material.
Após a identificação da substância, a unidade de ensino acionou o Conselho Tutelar e as autoridades policiais, além de entrar em contato com os responsáveis pelo estudante.
A Secretaria de Educação também informou que encaminhou uma denúncia ao Ministério Público para que as circunstâncias do episódio sejam investigadas.
Polícia localizou os pais da criança
Segundo a Polícia Militar de Pernambuco, equipes do 15º Batalhão foram acionadas para atender à ocorrência dentro da escola municipal.
Depois de constatarem a presença da droga, integrantes do Grupo Tático realizaram diligências para localizar os pais do menino. O Conselho Tutelar também foi chamado para acompanhar o atendimento e garantir a proteção da criança.
Os envolvidos foram encaminhados à Delegacia de Polícia de Belo Jardim, onde foram realizados os procedimentos necessários.
A Polícia Civil informou que a 104ª Circunscrição de Belo Jardim registrou uma ocorrência relacionada ao tráfico de entorpecentes no bairro Boa Vista, em 20 de outubro.
A investigação deverá esclarecer de onde vieram as pedras de crack, a quem pertenciam e como chegaram à mochila do estudante. Não há informações confirmadas sobre prisões relacionadas ao episódio.
Criança está sob os cuidados de familiares
Após a ocorrência, o Conselho Tutelar de Belo Jardim informou que o menino passou a ficar sob os cuidados da chamada família extensa.
O termo é utilizado para identificar parentes próximos e outras pessoas com vínculos familiares e afetivos com a criança, além do núcleo formado pelos pais e filhos.
A medida busca assegurar o acompanhamento e a proteção do estudante enquanto as autoridades investigam o caso.
Até o momento, não há informações que indiquem que a criança tivesse conhecimento da presença da droga ou participação em qualquer atividade criminosa.
Prefeitura anuncia medidas de prevenção nas escolas
Em nota, a Secretaria de Educação, Esportes e Tecnologia de Belo Jardim informou que a situação está sendo acompanhada pelas autoridades competentes, com atenção à segurança dos estudantes e à preservação da identidade da criança.
A administração municipal também anunciou que pretende reforçar as atividades educativas de prevenção e combate às drogas na escola onde ocorreu o episódio.
As ações deverão ser ampliadas para outras unidades da rede municipal, com o objetivo de orientar estudantes e fortalecer a prevenção dentro do ambiente escolar.
Investigação vai apurar origem das 116 pedras de crack
A Polícia Civil segue investigando as circunstâncias em que a droga foi encontrada. Uma das principais questões a serem esclarecidas é como o material chegou aos pertences do menino sem que ele soubesse de sua presença, conforme relatou à equipe escolar.
O caso também será acompanhado pelo Ministério Público, acionado pela Secretaria de Educação do município.
Enquanto a investigação avança, o Conselho Tutelar permanece responsável pelo acompanhamento das medidas de proteção à criança. As autoridades ainda não divulgaram uma conclusão sobre a origem da droga nem identificaram publicamente eventuais responsáveis.