Professora aposentada de 79 anos tem ossos do rosto quebrados após ataque com garrafa e precisará de reconstrução facial

Elizabeth Caramaschi foi agredida durante caminhada em Goiânia e permanece internada em estado grave; suspeito de 22 anos teve prisão preventiva decretada.
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A professora aposentada da Universidade Federal de Goiás (UFG) Elizabeth Caramaschi, de 79 anos, sofreu múltiplas fraturas nos ossos do rosto após ser violentamente agredida com uma garrafa de vidro quebrada, em Goiânia. Segundo informações divulgadas por seu filho, ela precisará passar por uma cirurgia de reconstrução facial. A vítima permanece internada em estado grave após o ataque ocorrido no domingo (18).

A agressão aconteceu no Setor Bueno, nas proximidades do Parque Vaca Brava, enquanto Elizabeth fazia uma caminhada. Além das fraturas faciais, a professora sofreu traumatismo craniano, ferimentos no rosto e quatro perfurações nas costas. Ela foi socorrida por pessoas que estavam na região e encaminhada ao Hospital Estadual de Urgências de Goiás (Hugo).

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O suspeito, identificado como Kaio Kalton de Brito Soares, de 22 anos, foi preso pela Polícia Militar. A Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva, enquanto a Polícia Civil investiga as circunstâncias e a motivação do ataque.

Professora tentou fugir, mas foi alcançada pelo agressor

Imagens de câmeras de segurança registraram a violência. Segundo as informações divulgadas sobre a ocorrência, Elizabeth caminhava pela região quando percebeu um homem perseguindo outra pessoa.

Depois que o primeiro homem conseguiu escapar, o suspeito passou a perseguir a professora. Ela tentou se afastar e correu em direção a uma lanchonete, mas foi alcançada na calçada.

As imagens mostram que a vítima tentou se defender antes de cair no chão. Mesmo após a queda, o agressor continuou desferindo golpes com a garrafa de vidro quebrada.

Pessoas que estavam nas proximidades prestaram socorro à professora. A gravidade dos ferimentos exigiu atendimento hospitalar e internação em unidade de terapia intensiva.

Fraturas no rosto exigirão cirurgia de reconstrução

A professora sofreu lesões graves na região da face, incluindo fraturas ósseas que exigirão um procedimento de reconstrução facial, conforme informações atribuídas ao filho da vítima.

Além dos ferimentos no rosto, Elizabeth apresentou traumatismo craniano e quatro perfurações nas costas. O conjunto das lesões tornou seu quadro clínico especialmente delicado.

Informações divulgadas sobre a internação apontam que a professora chegou a permanecer intubada e em coma. A realização da cirurgia de reconstrução facial depende da avaliação médica e das condições clínicas da paciente.

O hospital informou que os boletins médicos são repassados diretamente aos familiares responsáveis. Por isso, ainda não há confirmação pública de uma data para o procedimento.

Suspeito foi preso e teve prisão preventiva decretada

Após a agressão, policiais militares localizaram Kaio Kalton de Brito Soares, de 22 anos. Segundo os relatos policiais, ele resistiu à abordagem e avançou contra os agentes com uma garrafa quebrada.

Um dos policiais efetuou um disparo que atingiu a perna do suspeito. Ele recebeu atendimento médico e foi preso em flagrante.

Professora aposentada da UFG, de 79 anos, sofre fraturas no rosto após ataque com garrafa em Goiânia e precisará de reconstrução facial.

Durante audiência de custódia, a Justiça determinou a conversão da prisão em flagrante em preventiva. O investigado deverá permanecer sob custódia enquanto recebe atendimento hospitalar e poderá ser encaminhado a uma unidade prisional após receber alta.

O caso é tratado judicialmente como tentativa de feminicídio. A defesa contestou esse enquadramento e solicitou uma avaliação da condição mental do investigado, mas o pedido não foi acolhido naquele momento.

A Polícia Civil continua investigando o que motivou o ataque. Informações divulgadas durante a apuração afastaram a hipótese inicial de tentativa de roubo.

Universidade e sindicato repudiam agressão

A Universidade Federal de Goiás divulgou uma nota de solidariedade à professora aposentada e aos familiares. A instituição repudiou a violência e defendeu a adoção das providências cabíveis.

“Não podemos aceitar a naturalização da violência contra a mulher que constitui hoje um cenário tão alarmante.”

O Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg-Sindicato) também se manifestou sobre o caso e condenou a agressão, especialmente por envolver uma mulher idosa e integrante da comunidade acadêmica.

“Uma agressão dessa natureza não atinge apenas a vítima, mas também toda a comunidade acadêmica e a sociedade.”

A entidade informou que acompanha as investigações e espera a responsabilização do agressor conforme a legislação.

Próximos passos

Elizabeth Caramaschi continua sob cuidados médicos, e a família acompanha a evolução de seu estado de saúde. A possibilidade de realização da cirurgia de reconstrução facial dependerá da estabilização clínica da professora.

Paralelamente, a Polícia Civil deverá dar continuidade às investigações para esclarecer a motivação do ataque e reunir os elementos necessários à responsabilização criminal do suspeito.

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