A noite desta sexta-feira (19) consagrou um novo herói com a camisa da Seleção Brasileira. Escalado como titular pela primeira vez em um jogo da principal competição de seleções do planeta, o atacante Matheus Cunha, destaque do Manchester United, não sentiu o peso da responsabilidade. O centroavante comandou o ataque canarinho, balançou as redes duas vezes contra o Haiti e chamou a atenção de todo o mundo com uma comemoração para lá de irreverente: simulou estar surfando sobre uma prancha no gramado.
O que quase ninguém sabe é que o gesto feito diante de milhares de torcedores nos Estados Unidos não foi um improviso. A comemoração esconde uma paixão antiga do jogador que vai muito além das quatro linhas do futebol.
Qual é a origem da comemoração de surfe de Matheus Cunha?
Fora dos gramados da Europa e dos estádios da seleção, Matheus Cunha cultiva uma ligação muito forte com o surfe. O que começou como uma simples brincadeira de lazer durante as férias virou um estilo de vida e uma válvula de escape na rotina intensa de treinos do atleta.
A paixão pelas ondas aproximou o jogador de futebol dos maiores astros das praias. Cunha é amigo íntimo de ninguém menos que Italo Ferreira, campeão olímpico e um dos maiores nomes da história do surfe brasileiro. A comemoração imitando uma prancha foi uma homenagem direta ao amigo e ao esporte que ele tanto pratica em seus momentos de descanso.
Bastidores e lendas vivas: Ronaldo e Ronaldinho assistem ao jogo juntos
Enquanto Matheus Cunha brilhava dentro de campo, os bastidores na tribuna de honra do estádio também pegavam fogo. Duas das maiores lendas da história do nosso futebol, Ronaldo Fenômeno e Ronaldinho Gaúcho, foram flagrados assistindo à partida lado a lado.
A imagem dos eternos craques juntos viralizou imediatamente nas redes sociais. Com o Brasil vindo de um empate amargo na estreia, a internet brasileira não perdeu a chance de brincar com a situação. “Entrem em campo e salvem a seleção!”, escreveram milhares de torcedores no Twitter e no Instagram, nostálgicos com a dupla que encantou o mundo em 2002.
A polêmica vetada: Por que o Brasil joga com a camisa azul?
Outra curiosidade que marcou o confronto contra o Haiti foi o uniforme da nossa Seleção. O Brasil entrou em campo vestindo a tradicional camisa azul reserva, mas o plano inicial dos estilistas e da fornecedora de material era completamente diferente.
Nos bastidores, o plano era que o Brasil estreasse uma inédita camisa vermelha neste jogo. No entanto, a ideia foi vetada pela alta cúpula após uma enorme polêmica com os conselheiros e com a torcida, que exigiram a manutenção das cores históricas da bandeira nacional (verde, amarelo, azul e branco), deixando o uniforme vermelho na gaveta.
BIO E CONTEXTO FINAL
Matheus Cunha representa a renovação do ataque da Seleção Brasileira na competição internacional disputada nos Estados Unidos, Canadá e México. Revelado com grande expectativa e brilhando no futebol inglês, o atacante soube agarrar a chance de ouro no momento em que o país pedia por gols e criatividade para furar retrancas. Ao unir o carisma de sua comemoração inspirada no surfe com o faro de gol de um legítimo camisa 9, Cunha não apenas ganha pontos com a comissão técnica, mas se aproxima do povo brasileiro das classes C e D, que se enxerga na alegria e na espontaneidade de seus novos ídolos.