Ministro do STJ pede licença médica após denúncia de importunação sexual

O afastamento foi confirmado nesta quinta-feira (5) e ocorre um dia depois da abertura de uma sindicância interna para apurar denúncia de importunação sexual
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O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Aurélio Buzzi apresentou atestado médico e solicitou licença das próximas sessões da Corte.

O afastamento foi confirmado nesta quinta-feira (5) e ocorre um dia depois da abertura de uma sindicância interna para apurar denúncia de importunação sexual.

Denúncia envolve jovem de 18 anos durante viagem ao Sul do país

A acusação foi feita por uma jovem de 18 anos, filha de amigos do ministro. Segundo o relato, o episódio teria acontecido no mês passado, durante um período de férias em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina. A jovem afirma que Buzzi tentou agarrá-la durante um banho de mar.

O caso foi registrado por meio de boletim de ocorrência e passou a ser analisado pelas autoridades competentes.

Investigação avança no STJ, CNJ e STF

Além da sindicância aberta no âmbito do STJ, a denúncia também é analisada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), responsável por avaliar eventuais consequências administrativas.

Já a investigação criminal está sob responsabilidade do Supremo Tribunal Federal (STF), conduzida pelo ministro Nunes Marques, uma vez que Marco Aurélio Buzzi possui foro por prerrogativa de função.

Ministro nega acusações e diz ter sido surpreendido

Em nota divulgada à imprensa, o ministro afirmou ter sido surpreendido com a divulgação do caso e negou qualquer conduta inadequada.

Segundo a defesa, as informações divulgadas não correspondem à realidade dos fatos, e Buzzi rejeita qualquer insinuação de comportamento impróprio.

Defesa da vítima pede rigor nas apurações

O advogado Daniel Bialski, que representa a jovem e sua família, declarou que a prioridade neste momento é preservar a vítima diante da gravidade da acusação. Ele afirmou ainda que espera rigor e celeridade nas investigações conduzidas pelos órgãos responsáveis.

O caso segue em apuração nas esferas administrativa e judicial.

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