Uma paciente que tinha câncer morreu três dias após passar por uma cirurgia que, segundo informações divulgadas, era destinada a outra pessoa em um hospital de Campinas, no interior de São Paulo. O caso levantou questionamentos sobre os protocolos de segurança adotados dentro do centro cirúrgico e será investigado.
O hospital responsável pelo atendimento admitiu que houve uma falha no processo e informou que está colaborando com as apurações para entender como ocorreu a troca que levou a paciente a ser submetida ao procedimento errado.
A morte aconteceu três dias após a cirurgia. Até o momento, as circunstâncias exatas que relacionam o procedimento ao agravamento do quadro clínico ainda precisam ser esclarecidas por investigações e avaliações médicas.
Como aconteceu o erro dentro do hospital?
De acordo com as informações divulgadas, a paciente com câncer acabou entrando no centro cirúrgico para realizar um procedimento que havia sido planejado para outra pessoa.
A situação chama atenção porque hospitais possuem uma série de etapas de conferência antes de uma cirurgia, incluindo identificação do paciente, confirmação do procedimento, avaliação da equipe médica e checagem dos documentos.
Essas etapas existem justamente para evitar que um paciente seja submetido a uma intervenção diferente daquela indicada para seu caso.
Hospital reconhece falha e caso será apurado
A unidade hospitalar informou que identificou o erro e acompanha a investigação para esclarecer todos os detalhes do episódio.
Casos envolvendo possíveis falhas assistenciais podem envolver diferentes análises, como revisão dos protocolos internos, avaliação das equipes envolvidas e investigação por órgãos responsáveis.
O objetivo é identificar se houve falha humana, problema de comunicação, quebra de protocolo ou outros fatores que contribuíram para o ocorrido.
O que ainda precisa ser esclarecido?
Entre os principais pontos que devem ser investigados estão:
como ocorreu a identificação da paciente antes da cirurgia, quais conferências foram realizadas pela equipe, quem participou das etapas de preparação do procedimento;
se o erro contribuiu diretamente para o agravamento do estado de saúde, quais medidas serão tomadas para evitar novos casos.
A família da paciente também busca respostas sobre as circunstâncias que levaram à realização do procedimento.
Entenda o contexto
Protocolos de segurança cirúrgica foram criados para reduzir riscos durante procedimentos médicos. Antes de uma operação, equipes costumam realizar confirmações envolvendo nome do paciente, cirurgia indicada, local do procedimento e informações clínicas.
Quando ocorre uma troca de paciente ou de procedimento, o caso passa a ser considerado uma falha grave de segurança assistencial, porque envolve uma intervenção que não estava planejada para aquela pessoa.
A investigação deverá apontar como a falha aconteceu e quais responsabilidades podem existir