Morte em creche: Bebê foi deixado sozinho durante confraternização de funcionários

Criança de 1 ano e 4 meses morreu no Brás após ficar com a cabeça presa em uma estrutura da unidade; Polícia Civil investiga a conduta de funcionários e busca esclarecer a sequência dos acontecimentos.
Redação NC News
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A morte de um bebê de 1 ano e 4 meses dentro de uma creche na região central de São Paulo abriu uma investigação para descobrir se houve falha na supervisão da criança durante uma atividade na unidade.

O caso aconteceu no Centro de Educação Infantil (CEI) Luz do Brás, localizado no Brás. Segundo informações apuradas pelas autoridades, o menino ficou preso em uma estrutura da creche e não resistiu após o acidente.

A Polícia Civil passou a investigar a atuação de funcionários da unidade para esclarecer se houve negligência ou algum outro tipo de falha que possa ter contribuído para a morte. O caso é tratado inicialmente como homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

Bebê teria ficado sozinho antes do acidente

Um dos pontos centrais da investigação é entender como a criança acabou sem acompanhamento no momento em que ocorreu o acidente.

Segundo o advogado da família, Erson de Oliveira, os funcionários da unidade participavam de uma confraternização em comemoração ao aniversário da diretora da creche no momento em que o bebê estava sob os cuidados da instituição. A informação faz parte dos pontos que serão analisados pela investigação para esclarecer a dinâmica do que aconteceu antes da morte da criança. imagens de câmeras de segurança serão analisadas para esclarecer a dinâmica dos minutos anteriores à morte. A família busca respostas sobre o tempo em que o bebê permaneceu preso e sobre a rotina de supervisão dentro da unidade.

A Polícia Civil deve avaliar as imagens, ouvir funcionários e analisar todos os procedimentos adotados pela creche naquele momento.

Confraternização de funcionários entrou na apuração

Um dos pontos que chamou atenção na investigação é a informação de que funcionários participavam de uma confraternização enquanto a criança estava na unidade.

A apuração deverá esclarecer se o encontro interferiu na rotina de cuidados, se havia profissionais suficientes acompanhando os alunos e quais protocolos de segurança estavam sendo seguidos.

A existência da confraternização, por si só, não comprova responsabilidade criminal, mas passou a ser um dos elementos analisados pelos investigadores para entender o que aconteceu antes da tragédia.

Quem são os investigados?

A Polícia Civil abriu investigação envolvendo cinco funcionários da creche, entre eles integrantes da direção e da equipe pedagógica da unidade. A apuração busca identificar se houve falha individual ou problema relacionado aos procedimentos internos.

Neste momento, os envolvidos são investigados e ainda não há condenação ou definição de responsabilidade criminal.

A defesa dos funcionários deverá apresentar sua versão durante o andamento da investigação.

O que a polícia quer descobrir agora?

Entre os principais pontos que devem ser esclarecidos estão:

Quanto tempo a criança permaneceu presa antes de ser encontrada, Quem era responsável pela supervisão naquele momento, Quantos funcionários estavam na unidade;
Se os protocolos de segurança foram seguidos, Se houve atraso no atendimento após o acidente, Se existia algum problema estrutural no local.

A resposta da prefeitura

A unidade é conveniada com a Prefeitura de São Paulo. A administração municipal informou que acompanha o caso e que as circunstâncias da morte serão apuradas.

A investigação deve indicar se houve falha no atendimento ou na rotina de cuidados dentro da instituição.

ENTENDA O CONTEXTO

Casos envolvendo mortes de crianças dentro de creches costumam gerar grande preocupação porque envolvem ambientes onde famílias deixam seus filhos sob responsabilidade de equipes profissionais.

Além da investigação criminal, situações como essa normalmente provocam análises sobre protocolos de segurança, quantidade de funcionários por criança, treinamento das equipes e fiscalização das unidades.

No caso do bebê que morreu no Brás, as autoridades ainda trabalham para reconstruir os últimos momentos antes do acidente e apontar se houve algum erro que poderia ter evitado a tragédia.

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