Durante visita à Avibras, em São Paulo, presidente afirmou que o Brasil deve fortalecer as Forças Armadas e a indústria nacional de defesa para garantir autonomia e capacidade de resposta diante de ameaças.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, nesta sexta-feira (24), o aumento dos investimentos na área de defesa e afirmou que o Brasil precisa manter as Forças Armadas preparadas para garantir a soberania nacional. As declarações foram feitas durante visita à sede da Avibras Aeroespacial, em Jacareí, no interior de São Paulo.
Ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e do ministro da Defesa, José Múcio, Lula destacou a importância de investir em armamentos, tecnologia e conhecimento científico para fortalecer a capacidade de defesa do país.
Segundo o presidente, o Brasil é um defensor da paz, mas precisa estar preparado para enfrentar eventuais ameaças.
Defesa não pode ser tema secundário
Durante o discurso, Lula afirmou que os investimentos em defesa devem ser tratados como prioridade e não como um tema secundário. Sem citar conflitos específicos, o presidente disse que o cenário internacional exige atenção diante das tensões existentes.
“Quero as Forças Armadas bem preparadas do ponto de vista de poderio, de armamento, de conhecimento científico e tecnológico para que a gente possa andar de cabeça erguida, sem nenhuma arrogância, falando em paz, mas preparado para não deixar ninguém meter o nariz no nosso país”, declarou.
Em outro momento, Lula afirmou que “há loucos pelo mundo querendo fazer guerra” e reforçou que o Brasil deve manter capacidade de resposta para proteger seu território.
Governo destaca retomada da Avibras
A visita presidencial também marcou a retomada das atividades da Avibras, tradicional empresa brasileira do setor de defesa fundada em 1961. A companhia enfrentou dificuldades financeiras nos últimos anos, entrou em recuperação judicial e chegou a registrar paralisações de funcionários.
Durante o evento, Lula e o ministro José Múcio destacaram que o governo participou das negociações para viabilizar a retomada das operações da empresa, considerada estratégica para a indústria nacional de defesa.
O presidente ressaltou que o país precisa desenvolver e produzir seus próprios equipamentos militares, reduzindo a dependência de fornecedores externos em situações de crise.
“Não podemos ter as Forças Armadas, ter a Aeronáutica, a Marinha, e não ter as coisas que a gente precisa. E quando alguém quiser invadir, a gente falar: ‘não invade agora, não, deixa eu comprar, me dá uns seis meses de prazo’. Ninguém espera”, afirmou.
Segundo Lula, fortalecer a indústria nacional de defesa representa um investimento estratégico para garantir autonomia tecnológica, capacidade operacional e maior segurança ao país.