Vídeo mostra momento em que terremoto de 7,1 atinge o Japão; prédios desabam e milhares ficam sem energia

Tremor no sul do país provocou incêndios, interrompeu serviços de transporte, levou mais de 150 mil pessoas a deixarem suas casas e mobilizou autoridades em meio ao alerta de réplicas.
Redação NC News
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Um forte terremoto de magnitude 7,1 atingiu a província de Kumamoto, no sul do Japão, na madrugada desta terça-feira (28), provocando destruição, deixando feridos e interrompendo serviços essenciais. Imagens registradas por câmeras de segurança e moradores mostram o momento em que o solo começa a tremer e edifícios balançam violentamente.

Embora o alerta de tsunami tenha sido cancelado horas depois, as autoridades seguem em estado de atenção diante do risco de novos tremores e da possibilidade de deslizamentos de terra nas regiões mais afetadas.

O que aconteceu?

Segundo a Agência Meteorológica do Japão (JMA), o terremoto teve epicentro próximo às cidades de Kumamoto e Uki, na ilha de Kyushu, com profundidade de apenas 10 quilômetros, considerada rasa e capaz de aumentar os efeitos sentidos na superfície.

Pouco depois do tremor principal, também foram registrados abalos secundários de magnitudes 5,6 e 4,9.

O governo japonês emitiu alertas de emergência para diversas províncias da região e orientou a população a buscar locais seguros.

Quais foram os danos?

A primeira-ministra Sanae Takaichi confirmou que há pessoas feridas, embora o número de vítimas ainda esteja sendo contabilizado.

Além disso, o terremoto provocou:

  • Queda de prédios em diferentes cidades;
  • Incêndios em áreas urbanas;
  • Danos em estradas, pontes e rodovias;
  • Descarrilamento de um trem de carga;
  • Interrupção do fornecimento de energia elétrica para cerca de 40 mil residências;
  • Falhas nos serviços de telefonia móvel.

Imagens exibidas pela emissora pública NHK mostram edifícios parcialmente destruídos, grandes rachaduras em vias e equipes de resgate atuando nas áreas atingidas.

Mais de 150 mil pessoas receberam ordem para deixar suas casas
Como medida preventiva, mais de 150 mil moradores foram orientados a seguir para centros de evacuação.

Inicialmente, a JMA emitiu um alerta para ondas de até um metro de altura. O aviso, no entanto, foi cancelado cerca de duas horas depois, após avaliações indicarem redução do risco.

Mesmo assim, as autoridades pediram que moradores permanecessem longe do litoral até a normalização completa da situação.

Transporte e empresas foram afetados

O terremoto também causou impactos na infraestrutura.

O aeroporto de Kumamoto fechou temporariamente sua pista, levando ao cancelamento e desvio de diversos voos.

A empresa ferroviária JR Kyushu suspendeu a circulação de seus trens, incluindo os famosos trens-bala de alta velocidade.

Gigantes da tecnologia também adotaram medidas preventivas. A fabricante de chips TSMC retirou funcionários de sua unidade na região, enquanto a Sony informou que monitora continuamente os impactos sobre suas operações.

Até o momento, as autoridades japonesas afirmam que não foram registradas anormalidades nas usinas nucleares da região.

Por que o Japão sofre tantos terremotos?

O Japão está localizado sobre o chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma faixa que concentra intensa atividade sísmica e vulcânica.

Por causa dessa posição geográfica, o país registra milhares de tremores todos os anos e responde por cerca de 20% dos terremotos de magnitude igual ou superior a 6,0 registrados no planeta.

Especialistas alertam que, após um terremoto dessa intensidade, é comum que novas réplicas ocorram durante vários dias.

O que acontece agora?

Equipes de resgate continuam avaliando os danos estruturais e buscando possíveis vítimas em áreas afetadas.

As autoridades também monitoram a possibilidade de novos tremores e orientam moradores a evitarem construções danificadas até que inspeções técnicas sejam concluídas.

O balanço oficial de vítimas e prejuízos deverá ser atualizado ao longo das próximas horas.

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