Chapecoense 3 x 3 Bahia: jogo termina em empate no Brasileirão

Confira detalhes sobre a transmissão e a equipe de arbitragem do empate emocionante entre Chapecoense e Bahia.
Redação NC News
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Chapecoense e Bahia entregam uma manhã de gols, viradas e tensão na Arena Condá e empatam por 3 a 3, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro. O resultado mantém o Bahia no pelotão de cima e deixa a Chapecoense ainda presa à lanterna, apesar da reação diante da torcida.

Manhã aberta, pênalti cedo e gol anulado esquentam a Arena Condó

O jogo começou às 11h, sob 28 graus em Chapecó, e rapidamente ganha ritmo de decisão. O Bahia, de Rogério Ceni, adianta as linhas, pressiona a saída de bola e controla a posse. A Chapecoense responde com transições rápidas, explorando os espaços deixados pelos visitantes.

Aos 11 minutos, a primeira grande intervenção da arbitragem. Em dividida de Heitor com Erick Pulga na área, Daiana Muniz marca pênalti sem hesitar. O lance gera reclamações da defesa catarinense, mas é confirmado após checagem do árbitro de vídeo, operado por Ilbert Estevam da Silva. O relato oficial registra: “Pênalti para o Bahia logo aos 11 minutos!”.

A cobrança fica com Alejo Véliz. O centroavante assume a responsabilidade, bate firme e abre o placar, “abrindo o placar para o time baiano”, como descreve a transmissão. O 1 a 0 reforça o domínio inicial do Bahia, mas não derruba a Chapecoense.

Seis minutos depois, o cenário muda. Yago aproveita espaço pela direita, cruza na medida e encontra Giovanni Augusto livre na área. O camisa 10 domina com calma e finaliza de peito de pé. “Chape empata! cinco minutos depois!”, relata a narração. A Arena Condá explode, e o jogo se equilibra no placar, não no ritmo.

O Bahia segue com mais bola e volume ofensivo, mas sofre com os contra-ataques. No fim do primeiro tempo, a equipe volta à frente em um lance infeliz da defesa catarinense. Após jogada de Erick Pulga pela direita, o cruzamento rasteiro desvia em Kauan e morre nas redes de Anderson. O gol contra leva o placar a 2 a 1 para os baianos e aumenta a pressão sobre os mandantes no intervalo.

Reação da Chape, golaço de Acevedo e empate que vale caro na tabela

A Chapecoense retorna do vestiário com postura mais agressiva. Rafael Lacerda adianta as linhas de marcação e libera os pontas para acelerar pelos lados. A resposta é imediata: logo aos 2 minutos, Giovanni Augusto cruza de novo na área, Marcinho domina com categoria, tira de David Duarte e finaliza rasteiro, sem chance para Ronaldo. O 2 a 2 reacende o jogo e transforma a partida em troca franca de golpes.

O time catarinense chega a virar em contra-ataque veloz, com finalização de Franco Rossi, mas o gol é anulado por impedimento de Túlio Eduardo no início da jogada. O auxiliar levanta a bandeira, e a checagem do VAR confirma a posição irregular. A decisão segura o Bahia no jogo e coloca sob os holofotes a equipe de arbitragem, que atua com segurança em um duelo de alta exigência.

Enquanto a torcida da casa ainda lamenta o lance, o Bahia reage com frieza. Acevedo recebe com espaço na intermediária, ajeita o corpo e arrisca de fora da área. “Acevedo acertou um lindo chute de fora da área e recolocou o Bahia na frente”, registra o relato. O 3 a 2 devolve a vantagem ao time de Ceni e testa o emocional da Chapecoense.

A resposta vem cinco minutos depois, em jogada pela esquerda. Giovanni Augusto volta a ser protagonista e cruza mais uma vez em curva para a pequena área. “Mais um cruzamento de Giovanni Augusto, que encontra Túlio Eduardo sozinho na pequena área, que confere para o gol e empata novamente a partida”, descreve o texto oficial. O 3 a 3 aos 25 minutos do segundo tempo cristaliza a sensação de partida aberta, com dois ataques insistentes e defesas vulneráveis.

Os minutos finais mantêm o padrão de tensão. O Bahia quase marca o quarto com Erick Pulga, parado por grande defesa de Anderson. A Chapecoense responde com tentativa de Marcinho de fora da área, percebendo Ronaldo adiantado; a bola passa por cima. A arbitragem distribui cartões amarelos para Camilo, Sanabria e Erick Pulga, controla os ânimos e encerra o jogo sem expulsões.

Bahia perde força na briga de cima; Chape segue em alerta máximo

O empate tem peso distinto para cada lado. O Bahia chega a cinco empates consecutivos no Brasileirão e soma 34 pontos, ocupando a quinta colocação. A campanha sólida se sustenta, mas a dificuldade em transformar domínio e posse de bola em vitória começa a cobrar preço concreto na tabela. O Cruzeiro, com 33 pontos e ainda a jogar neste domingo, ameaça ultrapassar o time baiano.

A equipe de Rogério Ceni mostra repertório ofensivo, com movimentação intensa de Erick Pulga e presença de área de Alejo Véliz, mas escancara fragilidade defensiva. Sofrer três gols da lanterna, com falhas de cobertura e dificuldades na recomposição, acende o sinal amarelo às vésperas da sequência decisiva do campeonato. O clássico contra o Vitória, no Barradão, no próximo domingo, surge como teste imediato para recuperar confiança e eficiência.

Na outra ponta da tabela, a Chapecoense comemora o ponto, mas não esconde a urgência. A equipe chega a 11 pontos, com apenas uma vitória em toda a competição, e permanece na última colocação. A reação mostrada diante do Bahia, com três gols marcados e forte presença ofensiva de Giovanni Augusto, Marcinho e Túlio Eduardo, indica algum fôlego. A fragilidade defensiva, porém, continua a comprometer as chances de recuperação.

O trabalho de Rafael Lacerda volta a ser observado sob lupa. O time mostra entrega, empata duas vezes e quase vira no fim, mas ainda convive com erros de posicionamento e falhas individuais. A recepção ao São Paulo, também no próximo domingo, se torna jogo-chave para manter viva a esperança de fuga do rebaixamento.

A atuação de Daiana Muniz e de sua equipe reforça outro movimento importante do futebol brasileiro. Em uma partida de alta pressão, com pênalti marcado, gol anulado e seis gols válidos, a arbitragem feminina aparece com protagonismo técnico, não apenas simbólico. As decisões firmes em lances capitais tendem a alimentar o debate público, mas também a consolidar a presença de mulheres em jogos de ponta no país.

O Brasileirão avança para sua reta decisiva com a tabela cada vez mais apertada. Na parte de cima, o Bahia tenta não perder contato com o bloco de frente. Na parte de baixo, a Chapecoense luta contra o tempo e contra os números para transformar boas atuações em vitórias. As próximas rodadas dirão se o grande jogo de hoje foi um ponto de virada ou apenas mais um capítulo de oportunidades desperdiçadas.

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