A cesta básica ficou 0,91% mais barata na cidade de São Paulo em julho, segundo levantamento da Fundação Procon-SP em parceria com o Dieese.
O custo médio passou de R$ 1.347,26 para R$ 1.335,04 no período, uma redução de R$ 12,22.
Entre os principais responsáveis pela queda está a batata, que teve redução de 24,56%, passando de R$ 10,87 para R$ 8,20 o quilo. Segundo especialistas, a baixa está relacionada à intensa safra de inverno e à melhora da produtividade.

Carne e feijão também ficaram mais baratos
A carne de primeira também apresentou queda significativa. O preço médio passou de R$ 51,46 para R$ 48,54 o quilo, uma redução de 5,67%.
Já o feijão carioquinha recuou 3,86%, de R$ 9,32 para R$ 8,96 o quilo.
Também ficaram mais baratos o pão de forma (-3,55%), o açúcar refinado (-2,65%), o café em pó (-2,20%) e o frango resfriado inteiro (-1,68%).
No caso do café, as expectativas de uma produção mundial recorde contribuíram para a predominância de preços menores nos supermercados, apesar da volatilidade do mercado.
Cebola teve maior alta do mês
Na contramão da maioria dos produtos que contribuíram para a redução da cesta, a cebola teve a maior alta de julho, com aumento de 13,36%.
O preço médio passou de R$ 6,96 para R$ 7,89 o quilo. Segundo a análise, as chuvas acima da média no início do mês reduziram o ritmo da colheita nas principais regiões produtoras.
Posteriormente, parte dos produtores antecipou a colheita para aproveitar os preços mais elevados, mantendo a disponibilidade do produto mais controlada e pressionando os valores nos supermercados.
Também registraram altas o extrato de tomate (11,50%), o sabonete (8,29%), o alho (4,98%) e a salsicha avulsa (4,06%).
O leite UHT subiu 4,03%, passando de R$ 5,46 para R$ 5,68 o litro. A alta foi relacionada à desaceleração da produção da matéria-prima provocada pelas baixas temperaturas no campo.
Cesta acumula alta no ano
Apesar da queda registrada em julho, a cesta básica acumula alta de 3,82% em 2026.
Na comparação com julho de 2025, o custo médio apresenta aumento de 0,75%.
Dos 39 produtos pesquisados, 21 ficaram mais caros, 15 tiveram redução e três permaneceram com os preços estáveis.
Entre os grupos, Alimentação apresentou queda de 1,26% e Limpeza recuou 0,36%. Já Higiene Pessoal registrou alta de 2,45%.
Produtos que mais subiram em 12 meses
No acumulado de 12 meses, alguns alimentos apresentaram aumentos expressivos.
A cebola teve alta de 75,33%, seguida pela batata, com 57,39%, e pelo feijão carioquinha, que subiu 49,58%.
Entre os produtos que registraram as maiores quedas estão o alho (-26,72%), o açúcar refinado (-20,96%) e o café em pó (-18,01%).