Paysandu tem até sexta para inscrever reforços na Série C

Clube busca reforços essenciais antes do prazo final para inscrições na Série C do Campeonato Brasileiro.
Redação NC News
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O Paysandu entra na semana decisiva para o quadrangular do acesso da Série C ainda em busca de um lateral-esquerdo e de um atacante de beirada. A estreia no grupo B acontece na segunda-feira, dia 7, às 18h, contra o Brusque, no Mangueirão, em Belém.

O clube corre contra prazos apertados de inscrição e mercado, enquanto tenta montar um elenco competitivo para voltar à Série B e responder à expectativa da torcida bicolor.

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Reforços pontuais e elenco com espaço

O técnico Júnior Rocha admite que o grupo ainda não está fechado. Em coletiva recente, ele detalha as carências e elogia os reforços que já chegaram para a reta final.

“Nós estamos ainda atrás de um lateral esquerdo e de mais um beirada. Se surgir uma possibilidade de um atleta de nível top, qualquer uma delas [posições], dependerá da nossa oportunidade de mercado. Mas hoje a gente necessita de um lateral esquerdo e de mais um ponta. Trouxemos o Radsley, o Pablo, dois zagueiros, um lateral direito que é muito bom jogador, o Eduardo”, afirma o treinador.

O regulamento da Série C permite a inscrição de até 50 jogadores. O Paysandu tem hoje 40 atletas registrados, o que abre margem para dez novas peças. A diretoria trata essas vagas como patrimônio estratégico para o quadrangular, pensando em variações táticas e prevenção a lesões.

No grupo B, o time paraense enfrenta Brusque, Ferroviária e Inter de Limeira, adversários que ainda não conseguiu vencer nesta edição. A leitura interna é que qualquer desequilíbrio de elenco pode custar caro em um quadrangular curto, com margem mínima para erro.

Prazos apertam e mercado dita o jogo

As decisões da diretoria passam por um calendário rigoroso. O prazo para inscrever novos jogadores na Série C termina nesta sexta-feira, dia 4. Até lá, qualquer reforço precisa estar com toda a documentação regularizada para entrar na lista principal.

A partir desse ponto, o clube ainda não fica completamente engessado. O regulamento permite ao Paysandu substituir até oito atletas já inscritos até 25 de setembro, data que coincide com a quarta rodada da segunda fase. Jogadores fora da lista inicial podem entrar, desde que troquem de lugar com nomes já registrados.

O planejamento leva em conta também o ambiente nacional. A segunda janela de transferências do futebol brasileiro se fecha em 11 de setembro. Depois disso, só será possível registrar atletas livres no mercado, sem vínculo com outros clubes. Na prática, cada dia até a próxima sexta-feira tem peso de decisão.

Nos bastidores, a avaliação é que pagar mais caro agora por um titular pode evitar um prejuízo maior em caso de fracasso no acesso. A ida à Série B significaria aumento de receitas com televisão, patrocínios e bilheteria, aliviando a pressão orçamentária de curto prazo.

Mangueirão cheio e Curuzu em espera

Nas arquibancadas, o clima é de mobilização. Cerca de 10 mil ingressos já foram vendidos para a estreia contra o Brusque, número que deve crescer até o dia do jogo. A diretoria espera transformar o Mangueirão em trunfo psicológico logo na primeira rodada do quadrangular.

O impacto esportivo da torcida é tratado como peça de estratégia. Jogadores e comissão técnica insistem no discurso de que o apoio vindo das arquibancadas pode empurrar o time em jogos apertados, principalmente contra rivais que ainda não foram batidos na competição.

Fora do Mangueirão, a discussão recai sobre o estádio da Curuzu. A diretoria decide adiar a troca do gramado para depois do fim da Série C, contrariando o plano inicial de reforma imediata. A justificativa oficial é preservar a rotina de jogos do profissional e da base.

O gramado atual não é visto como ideal, mas o clube conclui que uma obra agora obrigaria o time a migrar de casa em um momento decisivo do ano. A opção, porém, pode gerar críticas internas caso o desempenho em casa seja prejudicado pela condição do campo nas próximas partidas.

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Pressão esportiva e efeito financeiro

A combinação de prazos, carências no elenco e exigência de resultado imediato aumenta a pressão sobre a cúpula alviceleste. A escolha de um lateral-esquerdo e de um ponta pode redefinir a hierarquia do elenco e mexer com jogadores que hoje brigam por espaço.

O quadrangular funciona como uma espécie de final prolongada. O desempenho nesses jogos deve orientar não só a permanência de atletas e da própria comissão técnica, mas também o orçamento de 2027, com cenários bem distintos para Série B ou nova permanência na Série C.

Nas redes sociais, o clube mantém crescimento expressivo e figura entre os líderes nacionais em engajamento, especialmente em plataformas como o TikTok. Esse movimento amplia a base de torcedores ativos e ajuda na venda de ingressos e produtos oficiais, mas ainda depende do desempenho em campo para se converter em receitas mais robustas.

No vestiário, o discurso é de foco total no Brusque e no aproveitamento máximo da semana cheia de treinos. A missão é chegar à segunda-feira com o time ajustado, reforços integrados — se confirmados — e a torcida bicolor pronta para transformar o Mangueirão em pressão constante.

Os próximos dias combinam negociação, burocracia e bola rolando. O tamanho do acerto do Paysandu no mercado, somado à resposta do time em campo, deve definir não apenas o destino do clube na Série C, mas também o tom da temporada seguinte na Curuzu.

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