Cão lambendo as patas sem parar? Comportamento pode indicar doenças e ansiedade

Lambedura frequente pode estar relacionada a alergias, ferimentos, dores articulares e até estresse; veterinários recomendam investigar a causa antes de tentar interromper o hábito.
Redação NC News
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Quem convive com um cachorro sabe que alguns comportamentos parecem comuns no dia a dia. Um deles é ver o animal lambendo as próprias patas. O problema é quando esse hábito se torna frequente ou concentrado sempre na mesma região.

A lambedura excessiva pode ser um sinal de que existe algo errado com a saúde do pet. A causa pode estar relacionada a alergias, ferimentos, dores nas articulações e outros problemas físicos, mas também pode envolver ansiedade, estresse ou tédio.

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Entenda o que aconteceu

Observar qual parte da pata o cachorro costuma lamber pode ajudar o veterinário a investigar a origem do comportamento. Quando o animal concentra a lambedura na parte de cima de uma única pata, por exemplo, a causa pode estar relacionada a ansiedade ou estresse.

Já a coceira entre os dedos e nas almofadinhas pode estar associada a alergias provocadas por fatores como produtos de limpeza, grama ou pólen.

Outro sinal de atenção aparece quando o cachorro insiste em lamber apenas uma articulação. Nesse caso, o comportamento pode estar relacionado a dor, artrose ou algum ferimento que não seja facilmente percebido pelo tutor.

Quando a lambedura pode indicar dor

Problemas nas articulações podem fazer com que o animal concentre a atenção justamente na região que está causando desconforto.

A artrose é um dos exemplos. Além da dor, lesões provocadas pela rotina também podem passar despercebidas, principalmente quando atingem as almofadinhas das patas.

O contato com superfícies muito quentes também representa risco. O asfalto aquecido pelo sol pode provocar queimaduras nos coxins, causando lesões que levam o cachorro a lamber repetidamente o local.

Uma forma simples de reduzir esse risco é testar a temperatura do chão com as costas da mão antes de levar o animal para passear.

Pelos avermelhados também são um sinal de alerta

Outro detalhe que merece atenção é a mudança de cor dos pelos ao redor das patas.

Quando a região fica avermelhada, com tonalidade de ferrugem ou marrom, isso pode indicar contato frequente com a saliva. A alteração ocorre pela ação de substâncias presentes na saliva sobre os pelos.

O excesso de umidade também pode favorecer a multiplicação de microrganismos e aumentar o risco de problemas na pele. Por isso, a mudança de coloração não deve ser tratada apenas como uma questão estética.

Ansiedade também pode estar por trás do comportamento

Nem sempre existe uma lesão visível. Em alguns casos, ansiedade, tédio e estresse podem levar o cachorro a desenvolver um comportamento repetitivo de lambedura.

No entanto, especialistas recomendam que a possibilidade de um problema emocional seja considerada somente depois que as causas físicas forem investigadas.

Fungos, bactérias, ácaros, inflamações, traumas e outros problemas precisam ser descartados antes de concluir que o comportamento tem origem psicológica.

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O que fazer quando o cachorro lambe demais as patas

O primeiro passo é procurar um médico-veterinário para identificar a origem do comportamento. Tentar simplesmente impedir que o animal lamba a região não resolve a causa do problema.

Broncas e restrições podem até interromper temporariamente o comportamento, mas a lambedura tende a voltar caso a origem do incômodo continue presente.

Quando o diagnóstico aponta para ansiedade ou tédio, mudanças na rotina podem ajudar. Passeios, brincadeiras e enriquecimento ambiental são algumas das estratégias utilizadas para estimular o animal e reduzir comportamentos repetitivos.

Se houver uma ferida que precise ser protegida durante a cicatrização, acessórios de proteção podem ser utilizados temporariamente, sempre com orientação adequada. Eles, porém, não substituem o tratamento da causa.

Entenda o contexto

Lamber as patas ocasionalmente pode fazer parte dos hábitos de higiene do cachorro. O alerta surge quando o comportamento passa a ser frequente, insistente ou concentrado sempre no mesmo ponto.

Por isso, observar onde, quando e com que frequência o animal lambe as patas pode fornecer informações importantes ao veterinário. A presença de feridas, perda de pelos, dor, vermelhidão ou alteração na coloração da pelagem também merece atenção.

A recomendação é não tentar tratar o problema por conta própria. Identificar primeiro se existe uma causa física permite direcionar o tratamento correto e, somente depois, avaliar se fatores comportamentais estão contribuindo para a lambedura.

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