Comando Vermelho usa mergulhadores de elite para levar cocaína da Amazônia à Europa, aponta investigação

Segundo reportagem, criminosos do Rio e de São Paulo seriam recrutados para esconder drogas em embarcações e driblar a fiscalização nos portos.
Redação NC News
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O Comando Vermelho estaria usando mergulhadores especializados do Rio de Janeiro e de São Paulo em uma estratégia para transportar cocaína da região amazônica para a Europa. A informação faz parte de uma investigação sobre a chamada Rota Amazônica do tráfico internacional de drogas.

Segundo a apuração, os mergulhadores seriam utilizados para esconder carregamentos de cocaína em embarcações que seguem para outros países. A estratégia teria como objetivo dificultar a localização das drogas durante as fiscalizações.

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Entenda o que acontece na Rota Amazônica

A investigação aponta que organizações criminosas passaram a explorar novas rotas para retirar grandes quantidades de cocaína da região amazônica e levar a droga ao mercado europeu.

Nesse cenário, segundo a reportagem, mergulhadores especializados seriam recrutados para atuar em operações de ocultação de carregamentos em embarcações.

O uso desse tipo de estratégia seria uma tentativa de dificultar a localização da droga durante as fiscalizações realizadas em portos e terminais.

Submarino com 6,6 toneladas de cocaína

Um dos casos que chamaram a atenção das autoridades ocorreu em março de 2025, quando um semissubmersível com 6,6 toneladas de cocaína foi interceptado no Oceano Atlântico, próximo aos Açores, em Portugal.

Segundo as autoridades europeias, a embarcação havia saído do Brasil com destino à Península Ibérica. Reportagens sobre o caso apontaram Macapá, no Amapá, como ponto de partida.

A carga foi avaliada em mais de R$ 2 bilhões. Cinco tripulantes foram presos na operação: três brasileiros, um espanhol e um colombiano.

O episódio chamou atenção pelo volume da droga e pela distância percorrida pela embarcação antes da interceptação.

Criminosos do Rio ganham espaço na estrutura

A investigação também aponta uma expansão da atuação do Comando Vermelho na região amazônica.

De acordo com a apuração, criminosos ligados à facção no Rio de Janeiro passaram a ocupar um papel importante na estrutura responsável pela movimentação de grandes quantidades de cocaína.

A avaliação é de que a organização estaria buscando novas rotas e métodos para transportar drogas para fora do país e reduzir os riscos de apreensão.

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Mergulhadores entram na mira das investigações

O uso de mergulhadores especializados aparece como uma das estratégias investigadas pelas autoridades para ocultar drogas em embarcações.

Um caso investigado pela Polícia Federal no Amapá envolveu 155 quilos de cocaína encontrados acoplados ao casco de um navio cargueiro com destino à Europa. A investigação identificou suspeitos que teriam adquirido equipamentos de mergulho e realizado movimentações próximas à embarcação.

Segundo a apuração, casos desse tipo indicam uma tentativa das organizações criminosas de buscar formas diferentes de transportar drogas por portos brasileiros.

Investigação busca dimensionar a estrutura

As investigações ainda tentam identificar todos os envolvidos nas diferentes etapas do tráfico internacional e entender como as organizações criminosas estruturam as rotas de saída da droga.

Além dos responsáveis pelo transporte, as autoridades buscam identificar possíveis integrantes envolvidos na logística e na movimentação dos carregamentos.

O avanço das apurações também ajuda a mapear a utilização de portos da região Norte como pontos de saída de drogas com destino à Europa.

Entenda o contexto

A chamada Rota Amazônica ganhou atenção das autoridades diante do aumento de apreensões e investigações relacionadas ao envio de grandes carregamentos de cocaína para a Europa.

A localização do Amapá, na foz do Rio Amazonas, facilita a conexão entre a região amazônica e o Oceano Atlântico. Um relatório citado em reportagens recentes aponta o crescimento da importância dos portos do estado nesse tipo de rota.

Nesse cenário, a investigação sobre a atuação de criminosos ligados ao Comando Vermelho e o uso de mergulhadores mostra como as organizações criminosas procuram diversificar os métodos de transporte e dificultar a fiscalização.

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