A mais recente pesquisa Datafolha aponta que 42% dos brasileiros avaliam o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como ruim ou péssimo, enquanto 32% consideram a gestão boa ou ótima. Outros 25% classificam o governo como regular.
Os números foram divulgados nesta sexta-feira (11) e indicam que a avaliação negativa da administração federal continua acima da positiva em meio à reta final da campanha para as eleições presidenciais de 2026.
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Entenda o que aconteceu
Além da avaliação do governo, o Datafolha também mediu a aprovação pessoal do presidente. Segundo o levantamento, 50% dos entrevistados disseram desaprovar o trabalho de Lula, enquanto 47% afirmaram aprová-lo.
A pesquisa ouviu 2.002 eleitores em 125 municípios brasileiros entre os dias 8 e 10 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
O que os números indicam
O resultado mostra um cenário desafiador para o governo federal às vésperas do primeiro turno. A avaliação negativa acima dos 40% é vista por analistas políticos como um sinal de desgaste para administrações que buscam manter apoio popular durante períodos eleitorais.
Ao mesmo tempo, a pesquisa revela que uma parcela significativa do eleitorado ainda mantém avaliação positiva da gestão, o que ajuda a explicar a competitividade de Lula nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência.

Cenário eleitoral segue equilibrado
Os dados de avaliação do governo foram divulgados no mesmo dia em que o instituto apresentou novos números da corrida presidencial. No levantamento de intenção de voto, Lula aparece com 39%, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) registra 35%, dentro de um cenário de disputa apertada.
Em uma eventual disputa de segundo turno, os dois candidatos aparecem tecnicamente empatados, considerando a margem de erro da pesquisa.
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Entenda o contexto
A avaliação de governos costuma ser acompanhada de perto durante períodos eleitorais porque pode influenciar diretamente o comportamento do eleitorado. Quando os índices de aprovação crescem, candidatos ligados ao governo tendem a ser beneficiados. Já cenários de maior desaprovação costumam ampliar os desafios para quem busca a continuidade da gestão.
No caso de Lula, a pesquisa mostra que, apesar da avaliação negativa superar a positiva, o presidente segue competitivo na disputa pela reeleição. O cenário reforça a tendência de uma eleição polarizada entre o petista e Flávio Bolsonaro, com a decisão podendo ficar para o segundo turno.
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