Greve da Caixa continua após rejeição de acordo e bancários definem novos atos nesta segunda

Trabalhadores recusaram proposta apresentada pelo banco, que previa prêmio de R$ 3 mil e mudanças no custeio do Saúde Caixa; categoria terá reunião nacional nesta segunda-feira (14).
Redação NC News
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A greve dos funcionários da Caixa Econômica Federal continua por tempo indeterminado nesta segunda-feira (14), depois que os trabalhadores rejeitaram a proposta apresentada pelo banco para tentar encerrar a paralisação. A decisão mantém agências fechadas em diferentes regiões do país e coloca novamente as entidades sindicais e a direção da Caixa diante de uma negociação ainda sem acordo.

A proposta foi rejeitada por 68% dos empregados em votação realizada na sexta-feira (11). A paralisação havia começado na quinta-feira (10), depois que os trabalhadores aprovaram o movimento em assembleia realizada no dia 4 de setembro.

Nesta segunda-feira, a categoria volta a se mobilizar. Em São Paulo, está previsto um ato às 11h30, em frente a uma unidade da Caixa na Avenida Paulista. Às 16h, o Comando Nacional dos Bancários deve realizar uma reunião on-line com representantes regionais para discutir os próximos passos e o calendário de mobilização.

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Proposta não convenceu os funcionários

Entre as medidas apresentadas pela Caixa estava o pagamento de um prêmio de R$ 3 mil por trabalhador. O banco também propôs antecipar o pagamento da participação nos lucros e resultados, com depósito previsto para 18 de setembro caso o acordo fosse aprovado.

Mesmo com os incentivos financeiros, a proposta não foi aceita pela maioria dos empregados.

O principal ponto de divergência ficou concentrado no Saúde Caixa, plano de assistência médica oferecido aos funcionários da instituição.

Saúde Caixa trava negociação

A proposta rejeitada previa mudanças no modelo de custeio do plano de saúde dos funcionários.

Entre os pontos apresentados estava o aumento do limite de participação da Caixa no financiamento do Saúde Caixa, de 6,5% para 8%. Também seriam alteradas as formas de contribuição dos empregados.

Pela proposta, os trabalhadores passariam a pagar taxas que variariam de 2,30% a 4,10% do salário básico, além de valores específicos por dependente, entre R$ 480 e R$ 660.

O tema se tornou um dos principais obstáculos para a construção de um acordo entre a empresa e os representantes dos empregados.

Greve já afeta atendimento

A paralisação tem impacto direto sobre o funcionamento das agências da Caixa.

Segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, 245 das 283 agências existentes na base da entidade ficaram fechadas no primeiro dia da greve.

A mobilização também atingiu quatro unidades administrativas da Caixa na capital paulista, localizadas na Sé, Brás, São Joaquim e Avenida Paulista.

Apesar da paralisação no atendimento presencial, clientes continuam podendo utilizar canais digitais e equipamentos de autoatendimento para operações disponíveis por essas plataformas.

Caixa aceita reabrir negociação

A direção da Caixa informou no domingo (13) que concorda em reabrir as negociações com os sindicatos e os funcionários.

A sinalização ocorre justamente após a rejeição da proposta apresentada pelo banco e a manutenção da greve nacional.

Com a retomada das conversas, a expectativa passa a ser pela construção de uma nova alternativa que possa ser submetida novamente aos trabalhadores.

Até o momento, porém, não há indicação de quando uma nova proposta será apresentada ou de quando a paralisação poderá ser encerrada.

Categoria prepara novas mobilizações

Os sindicatos pretendem manter a pressão sobre a Caixa enquanto as negociações não avançarem.

O ato marcado para a manhã desta segunda-feira na Avenida Paulista será uma das primeiras manifestações da categoria após a rejeição do acordo. À tarde, a reunião do Comando Nacional dos Bancários deve definir novas estratégias para os próximos dias.

A mobilização ocorre em meio a um cenário de negociação ainda aberto, já que a Caixa demonstrou disposição para voltar à mesa.

Para os trabalhadores, entretanto, a manutenção dos direitos e uma solução para o modelo de custeio do Saúde Caixa continuam entre os principais pontos da discussão.

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Entenda O Contexto

A greve dos empregados da Caixa Econômica Federal começou em 10 de setembro e foi mantida após a rejeição, por 68% dos funcionários, da proposta apresentada pela instituição para o acordo coletivo. Entre os pontos oferecidos estavam um prêmio de R$ 3 mil por empregado e a antecipação do pagamento da participação nos lucros e resultados. O principal impasse ficou relacionado ao Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários.

A proposta previa elevar de 6,5% para 8% a participação da Caixa no custeio do plano e alterar os valores pagos pelos empregados e dependentes. Com a rejeição, a paralisação continua por tempo indeterminado. Nesta segunda-feira (14), trabalhadores realizam ato em São Paulo e representantes da categoria participam de uma reunião nacional para definir os próximos passos. A Caixa, por sua vez, sinalizou disposição para reabrir as negociações, mas ainda não há acordo para o encerramento da greve.

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