A possibilidade de novas sanções dos Estados Unidos contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) voltou ao centro das discussões diplomáticas entre Brasília e Washington. Autoridades americanas ouvidas reservadamente indicaram que uma nova rodada de punições pode ser adotada a qualquer momento, dependendo dos desdobramentos da crise envolvendo o ministro Alexandre de Moraes.
Segundo uma reportagem do UOL, integrantes do governo dos Estados Unidos consideram que o processo que embasou sanções anteriores contra Moraes continua válido e poderia ser reativado mediante autorização do Departamento de Estado americano.
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Entenda o que aconteceu
De acordo com a apuração, o governo americano acompanha de perto os acontecimentos recentes no STF, especialmente após o pedido do ministro André Mendonça para que o plenário da Corte avalie a abertura de uma investigação envolvendo Moraes e sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
A discussão ganhou força após a divulgação de mensagens atribuídas a Vorcaro que, segundo investigações da Polícia Federal, indicariam contatos com Moraes em meio a processos e investigações de interesse do empresário. O caso provocou uma das maiores crises internas já registradas no STF.
O que dizem as autoridades americanas
Segundo a coluna, fontes ligadas ao governo dos Estados Unidos afirmam que a retomada das sanções poderia atingir não apenas Moraes, mas também sua esposa, Viviane Barci, e o escritório de advocacia do casal. A eventual reativação dependeria de uma decisão política do Departamento de Estado, atualmente comandado por Marco Rubio.
O Tesouro americano, procurado pela reportagem, informou que não comenta possíveis sanções antes de eventuais anúncios oficiais.
Outros ministros também estão no radar
A reportagem aponta ainda que integrantes do governo Trump discutem a possibilidade de ampliar medidas para outros ministros da Corte, entre eles Flávio Dino e Gilmar Mendes. Nesse cenário, porém, o processo seria mais complexo e poderia exigir etapas adicionais de análise dentro da estrutura do governo americano.

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Sessão do STF é vista como decisiva
A expectativa em Washington é que o resultado da sessão do STF sobre o caso envolvendo Moraes influencie diretamente os próximos passos do governo americano. Fontes ouvidas pela coluna afirmam que a avaliação do Departamento de Estado poderá levar em conta os desdobramentos da análise conduzida pelos ministros brasileiros.
Além disso, a visita aos Estados Unidos do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro e do comentarista político Paulo Figueiredo também é acompanhada com atenção. Segundo a publicação, reuniões previstas em Washington podem contribuir para acelerar discussões sobre eventuais medidas contra integrantes da Suprema Corte brasileira.
Entenda o contexto
As tensões entre setores do governo dos Estados Unidos e membros do STF vêm se intensificando desde 2025. Naquele período, autoridades americanas chegaram a adotar medidas contra integrantes da Corte em meio a divergências sobre decisões judiciais envolvendo liberdade de expressão, redes sociais e investigações relacionadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Agora, a nova crise interna do Supremo, somada às investigações ligadas ao caso Banco Master e aos desdobramentos políticos da eleição presidencial de 2026, ampliou a atenção internacional sobre o tribunal brasileiro. Apesar das especulações, até o momento não há anúncio oficial de novas sanções por parte do governo americano.
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