Augusto Cury cobra auditoria nacional e internacional na Meta e questiona alcance de sua candidatura nas redes sociais

Durante agenda em São Paulo, candidato à Presidência pelo Avante defendeu a abertura dos algoritmos e pediu análise independente sobre a distribuição de conteúdos nas plataformas
Redação NC News
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Durante agenda em São Paulo, o candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) cobrou uma auditoria nacional e internacional nos algoritmos da Meta, empresa responsável pelo Instagram e pelo Facebook. Durante uma coletiva com a imprensa na Associação Paulista de Imprensa, na manhã desta quinta-feira (17), Cury questionou a forma como os conteúdos relacionados à sua candidatura estão sendo distribuídos nas redes sociais.

O candidato afirmou que não acusa a empresa de ter agido de forma deliberada, mas defendeu que especialistas independentes tenham acesso aos sistemas para verificar como as plataformas decidem quais conteúdos chegam aos usuários.

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Entenda o que aconteceu

Ao falar sobre a atuação das redes sociais durante a campanha, Cury afirmou que a principal questão não seria criar uma regulação que limite a liberdade de expressão, mas tornar transparente o funcionamento dos algoritmos.

“Eu sou a favor da liberdade de expressão. A questão não é regular as redes sociais. É abrir o algoritmo. Ele tem que ser aberto”, afirmou.

O candidato disse que pretende cobrar uma atuação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que os sistemas sejam analisados. “Eu pediria para o TSE: abra o algoritmo. Não pode haver restrição. As mensagens têm de chegar”, declarou.

Cury pede auditoria internacional

Cury afirmou que a análise não deveria ser feita apenas pela própria Meta. Para ele, especialistas independentes, inclusive de outros países, deveriam participar da avaliação.

“Eu quero que haja auditores, não apenas nacionais, mas internacionais. Agora, eu não sei se a Meta vai topar e eu espero que sim”, disse.

O candidato afirmou que a empresa já teria demonstrado disposição para conversar, mas defendeu que outros especialistas também participem da discussão.

“Não basta só a Meta. Eu quero que haja especialistas de outras áreas. Tem que se abrir, porque o algoritmo pode filtrar o que você envia e o que você não envia”, afirmou.

Candidato questiona distribuição dos conteúdos

Segundo Cury, a preocupação surgiu após o aumento da quantidade de comentários e publicações relacionados à sua candidatura. Ele afirma que houve uma mudança posterior na capacidade de divulgação dos conteúdos.

“Não vou dizer que é intencional, em hipótese alguma, mas o próprio algoritmo é uma das causas que tem levado à polarização e ao radicalismo no mundo”, afirmou.

Cury questionou ainda os critérios utilizados pelas plataformas para determinar o que chega aos usuários.

“Não há liberdade nos algoritmos. Como esses algoritmos entregam? Por que entregam?”, questionou.

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Cury fala em possível “asfixia” da candidatura

Em outro momento, Cury afirmou que quer descobrir se a mudança na distribuição dos conteúdos teve relação com sua candidatura.

“Eu quero que se verifique se não era destruir a única candidatura que luta com unhas e dentes para terminar essa doença dramática da polarização”, afirmou.

No material divulgado pela campanha, Cury também levantou a possibilidade de uma tentativa de “asfixiar” sua candidatura. Ele ressaltou, porém, que a hipótese ainda não foi confirmada tecnicamente.

“Temos a forte impressão, ainda não confirmada tecnicamente, de que pode ter ocorrido uma tentativa subterrânea de asfixiar uma candidatura em ascensão meteórica e espontânea”, declarou.

O candidato afirmou que aceita o resultado de uma eventual análise independente, mesmo que ela contrarie sua suspeita. “Se uma auditoria técnica e independente demonstrar que minha suspeita é infundada, reconhecerei o resultado e pedirei desculpas”, disse.

Candidato diz ser contra regulação que limite liberdade de expressão

Cury também reforçou que não defende uma regulação das redes sociais que, segundo ele, possa restringir a liberdade de expressão.

“Regulação das redes, quero deixar claro aqui, eu sou contra a regulação das redes no sentido de tolher a liberdade de expressão. Eu sou contra”, afirmou.

O candidato defendeu, porém, medidas para situações envolvendo conteúdos que possam representar riscos a crianças, mulheres e outros grupos.

“Nós temos que estudar formas de punição sem castrar, cortar ou asfixiar a liberdade de expressão”, declarou.

Entenda o contexto

A cobrança de Cury ocorre após o crescimento da presença digital do candidato nas semanas seguintes ao primeiro debate presidencial. Levantamentos divulgados pela imprensa registraram aumento de seguidores e de publicações mencionando o candidato no período.

Os números, porém, não comprovam por si só que tenha ocorrido redução artificial da distribuição de conteúdos. A suspeita é levantada pelo próprio candidato, que defende uma auditoria independente para verificar o funcionamento dos algoritmos.

Cury afirma que a urgência está no tempo restante da campanha e pede que a análise seja feita rapidamente.

“Essa é a minha dor. Eu espero que a Meta abra os algoritmos o mais rápido possível para que haja democracia na transparência das informações, na condução das informações”, afirmou.

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