A Polícia Civil prendeu nesta quinta-feira (17), no Aeroporto Internacional do Galeão, um homem apontado pelas investigações como uma das lideranças de um esquema de receptação e comercialização de celulares roubados e furtados no Rio de Janeiro.
Segundo a 6ª DP (Cidade Nova), Thiago Américo do Livramento, conhecido como “Cocão”, também é apontado como integrante do Terceiro Comando Puro (TCP). Contra ele havia um mandado de prisão expedido pela Justiça.
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Entenda o que aconteceu
De acordo com a investigação da 6ª DP, Thiago teria uma posição estratégica em uma estrutura criminosa especializada na receptação de aparelhos celulares, principalmente iPhones roubados ou furtados na Zona Sul do Rio.
A polícia afirma que os aparelhos eram submetidos a procedimentos de desbloqueio. Com isso, os criminosos conseguiriam acessar contas bancárias das vítimas e realizar operações financeiras fraudulentas.
Celulares seriam usados para aplicar golpes
Segundo os investigadores, depois do acesso às contas, os aparelhos também seriam revendidos.
A investigação aponta ainda que parte do dinheiro obtido com o esquema seria destinada ao financiamento do tráfico de drogas no Complexo do São Carlos.
As informações fazem parte da investigação conduzida pela 6ª DP e, até o momento, as acusações contra o preso são objeto de apuração.
Investigado estava em Dubai
A equipe de inteligência continuou monitorando Thiago mesmo durante sua permanência no exterior.
Segundo a Polícia Civil, os investigadores conseguiram identificar a data de retorno dele ao Brasil. O homem teria passado aproximadamente uma semana em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
Com a informação sobre o desembarque, policiais da 6ª DP montaram uma operação no Galeão para cumprir a ordem judicial.
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Prisão aconteceu logo após desembarque
Thiago foi localizado pelos agentes assim que desembarcou no Galeão. Os policiais cumpriram o mandado de prisão expedido pela Justiça.
A ação contou com o apoio da Polícia Federal dentro do aeroporto.
Após a prisão, o investigado foi levado para os procedimentos legais e permaneceu à disposição da Justiça.
Investigação mira estrutura por trás dos celulares roubados
A Polícia Civil afirma que o trabalho da 6ª DP busca identificar e desarticular estruturas envolvidas em diferentes etapas do crime, desde o roubo e furto dos aparelhos até a receptação, o desbloqueio e a realização de fraudes financeiras.
A investigação também apura a possível ligação dos envolvidos com organizações criminosas e o destino dos valores obtidos com os golpes.
Entenda o contexto
Celulares roubados ou furtados podem ser utilizados pelos criminosos não apenas para revenda. Quando conseguem acessar informações armazenadas nos aparelhos ou recuperar credenciais das vítimas, os criminosos podem tentar realizar operações financeiras e outros golpes.
No caso investigado pela 6ª DP, a Polícia Civil afirma ter identificado uma estrutura que utilizaria aparelhos roubados, especialmente iPhones, em uma sequência de crimes que incluiria receptação, fraude financeira e movimentação de dinheiro para o tráfico de drogas.
O homem preso é investigado pelos fatos descritos pela polícia e permanece à disposição da Justiça. A prisão e as acusações não representam, por si só, uma condenação.
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