O presidente da OAB do Tocantins, Gedeon Pitaluga Júnior, foi nomeado para integrar o grupo de trabalho da Ordem dos Advogados do Brasil que vai analisar eventuais medidas contra ministros do Supremo Tribunal Federal e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, em razão do envolvimento de ambos no caso que expôs a relação entre autoridades do sistema de Justiça e o banqueiro Daniel Vorcaro. O grupo de trabalho foi criado no último dia 10.
A indicação de Pitaluga reforça o protagonismo de nomes ligados ao Tocantins na estrutura nacional da OAB.
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Entenda o que aconteceu
Além de presidir a seccional tocantinense, o advogado assumiu neste sábado (22/3) a diretoria-geral da Escola Superior da Advocacia Nacional (ESA Nacional), em cerimônia realizada durante o Colégio de Presidentes de Seccionais, em Manaus (AM), com a nomeação oficializada pelo presidente do Conselho Federal da OAB, Beto Simonetti.
Quem é Gedeon Pitaluga Júnior
Graduado em Direito pela Universidade Católica de Goiás, Pitaluga acumula especializações em Direito Tributário pela PUC-GO, Direito Processual Civil e Civil pela FGV e Direito Eleitoral pelo CEUB.
Ao longo da carreira, foi fundador e presidente da Associação dos Jovens Empreendedores e Empresários do Tocantins e da Associação Tocantinense dos Advogados (ATA), além de conselheiro federal e ouvidor-geral adjunto da OAB Nacional.
Também ocupou os cargos de diretor e vice-presidente do Fundo de Integração e Desenvolvimento da Advocacia (FIDA) da OAB Nacional.
Atualmente, além da nova função na ESA Nacional, é coordenador nacional de Promoção da Advocacia Dativa do Conselho Federal da OAB e cumpre o terceiro mandato consecutivo à frente da seccional tocantinense.
Entenda o contexto
O grupo de trabalho da OAB nasce em meio à crise mais grave enfrentada pelo STF em anos, deflagrada após a divulgação de mensagens, contratos e depoimentos que ligam o ex-banqueiro Daniel Vorcaro a integrantes do Judiciário e do Ministério Público.
A força-tarefa da Ordem terá a atribuição de avaliar, do ponto de vista técnico-jurídico, se há elementos que justifiquem representações ou outras medidas formais contra os nomes citados nas investigações, incluindo Alexandre de Moraes e o procurador-geral Paulo Gonet.
Não há, até o momento, prazo definido para que o grupo apresente conclusões.