O Ministério Público de São Paulo (MPSP) deflagrou, nesta quinta-feira (1º), a Operação Terminais contra uma organização criminosa suspeita de envolvimento com tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro. O grupo atuava em Piracicaba e região, no interior paulista, segundo a investigação.
A ação é coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio do 10º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep). Foram expedidos cinco mandados de busca e apreensão e dois de prisão, com diligências em Piracicaba e também em Salvador, na Bahia.
Até a última atualização, um homem havia sido preso. Durante as diligências, foram apreendidos R$ 71.675 em dinheiro, R$ 36 mil em cheques, além de aparelhos eletrônicos e outros materiais que deverão ser analisados pelos investigadores.
Vereador e PM são alvos de operação contra tráfico e lavagem de dinheiro em SP
Grupo é investigado por tráfico, lavagem e comércio ilegal de armas
Segundo o Ministério Público, a organização investigada teria atuado no tráfico interestadual de entorpecentes em larga escala e na movimentação de recursos de origem ilícita.
A investigação também apura suspeitas de comércio ilegal de armas de fogo de uso restrito e falsificação de documentos.
As apurações tiveram como ponto de partida a extração e a análise de dados telemáticos do celular de um dos investigados. O conteúdo, segundo o MPSP, indicou a existência de uma estrutura criminosa voltada à comercialização de drogas e à movimentação do dinheiro obtido com as atividades ilícitas.
Investigado tentou fugir, segundo a polícia
Durante o cumprimento de uma das ordens judiciais, um dos investigados teria tentado fugir pelos fundos de uma residência ao perceber a chegada dos policiais.
Segundo o registro da ocorrência, ele também tentou descartar um telefone celular, mas acabou detido antes de conseguir fugir ou se desfazer do aparelho.
Com o investigado, foram apreendidos três celulares, um gravador de vídeo digital, um HD e dez cheques. O homem foi encaminhado para uma unidade da Polícia Judiciária.
Mais de R$ 100 mil foram apreendidos
As equipes também encontraram R$ 71.675 em espécie e R$ 36 mil em cheques durante as diligências. Somados, os valores ultrapassam R$ 107 mil.
Um notebook e uma máquina de cartão também estavam entre os materiais recolhidos. Os equipamentos e documentos deverão passar por análise para verificar eventual relação com os crimes investigados.
Até a divulgação do primeiro balanço da operação, equipes haviam realizado diligências em três endereços, enquanto outros locais ainda estavam sendo averiguados.
Por que a operação se chama Terminais?
O nome escolhido para a operação faz referência ao trabalho de contabilidade realizado durante a investigação.
Segundo o Ministério Público, os investigadores analisaram os valores que teriam sido recebidos em decorrência do tráfico de drogas e os posteriores repasses para outras contas.
A apuração busca reconstruir o caminho percorrido pelos recursos e identificar como o dinheiro supostamente obtido com atividades criminosas teria sido movimentado.
Próximos passos
O Gaeco deverá analisar celulares, equipamentos eletrônicos, documentos e demais materiais apreendidos durante a operação.
A investigação também deve aprofundar a apuração sobre a estrutura financeira do grupo e a eventual participação de cada um dos investigados nos crimes apurados. As suspeitas apresentadas pelo Ministério Público ainda estão em investigação e não representam condenação dos envolvidos.