Selena Gomez revela que cigarro eletrônico mudou sua voz e faz alerta: “Não vale a pena”

Cantora de 34 anos contou que usava vape com nicotina, relatou dificuldades para abandonar o hábito e comemorou ter conseguido parar.
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A cantora e atriz Selena Gomez, de 34 anos, revelou que o uso frequente de cigarro eletrônico com nicotina provocou mudanças em sua voz. Em um desabafo publicado nas redes sociais no domingo (18), a artista afirmou que o hábito contribuiu para deixar sua voz mais grave e rouca e aproveitou para alertar os fãs sobre os riscos do vape.

A declaração aconteceu depois que vídeos comentando as mudanças na voz da cantora começaram a circular na internet. Diante das especulações, Selena decidiu falar abertamente sobre sua experiência com a nicotina e a dificuldade de abandonar o cigarro eletrônico.

A artista também contou que conseguiu parar de usar o dispositivo, mas reconheceu que manter a decisão pode ser um desafio. O relato reacendeu a discussão sobre os efeitos dos cigarros eletrônicos na saúde, especialmente entre os jovens, que estão entre os principais consumidores desses produtos.

Anvisa e Receita Federal deflagram ação contra o comércio de cigarros eletrônicos

Selena Gomez revela consequências do uso de cigarro eletrônico

Em uma publicação nas redes sociais, Selena afirmou que utilizava cigarro eletrônico com nicotina com frequência e relacionou o hábito às alterações percebidas em sua voz.

Selena Gomez aparece durante uma sessão de maquiagem, em imagem na qual segura um dispositivo semelhante a um cigarro eletrônico.

A cantora explicou que não consegue simplesmente recuperar a voz que tinha anteriormente e demonstrou incômodo com as críticas recebidas por causa de sua maneira de falar e cantar.

Durante o desabafo, Selena aconselhou os seguidores a não começarem a utilizar cigarros eletrônicos, destacando a dificuldade de abandonar a dependência de nicotina.

A artista também pediu compreensão às pessoas que criticam sua voz atual. Segundo ela, quem não gosta de ouvi-la tem a opção de não acompanhar seus conteúdos.

A mudança vocal relatada pela cantora é uma percepção pessoal. Não foram divulgados exames ou uma avaliação médica que comprovem que o vape seja a única causa da alteração.

Cantora comemora ter conseguido abandonar o vape

Além de comentar as consequências que atribui ao uso do cigarro eletrônico, Selena Gomez revelou que conseguiu interromper o consumo de nicotina.

A artista demonstrou satisfação com a conquista, mas também reconheceu a dificuldade de permanecer longe do produto.

A nicotina é uma substância que provoca dependência e pode causar sintomas de abstinência quando seu consumo é interrompido. Entre os efeitos mais comuns estão irritabilidade, ansiedade, dificuldade de concentração e vontade intensa de voltar a fumar.

A dificuldade relatada por Selena é um dos principais desafios enfrentados por pessoas que tentam abandonar produtos com nicotina, incluindo cigarros convencionais e dispositivos eletrônicos.

O cigarro eletrônico pode prejudicar a voz?

Os cigarros eletrônicos funcionam por meio do aquecimento de líquidos que produzem um aerossol inalado pelo usuário. Dependendo do produto, esse material pode conter nicotina, aromatizantes e outras substâncias químicas.

A exposição ao aerossol pode provocar irritação na garganta e nas vias respiratórias. Sintomas como tosse, ressecamento e desconforto podem afetar a qualidade da voz, especialmente em pessoas que utilizam o dispositivo frequentemente.

A rouquidão pode estar relacionada à irritação ou inflamação das pregas vocais, estruturas responsáveis pela produção dos sons durante a fala e o canto.

Entretanto, alterações persistentes na voz também podem ter outras causas, como refluxo, alergias, infecções, uso excessivo da voz e problemas nas pregas vocais.

Por isso, não é possível determinar a origem de uma mudança vocal apenas pela aparência ou pelo som da voz. Casos de rouquidão persistente precisam de avaliação médica, especialmente quando acompanhados de dor, dificuldade para engolir ou falta de ar.

Uso de vape cresce entre adolescentes brasileiros

O alerta de Selena Gomez acontece em um momento de preocupação com a popularização dos cigarros eletrônicos entre adolescentes.

Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que a experimentação de cigarros eletrônicos entre estudantes brasileiros de 13 a 17 anos passou de 16,8% em 2019 para 29,6% em 2024.

Os números representam a parcela de adolescentes que já experimentou esses dispositivos, e não necessariamente aqueles que fazem uso frequente.

A popularidade dos vapes está relacionada, entre outros fatores, à variedade de sabores, aos formatos discretos e à percepção equivocada de que seriam produtos inofensivos.

Entretanto, os cigarros eletrônicos podem provocar dependência de nicotina e estão associados a riscos respiratórios e cardiovasculares.

Cigarros eletrônicos são proibidos no Brasil

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proíbe a fabricação, importação, comercialização, distribuição e propaganda de dispositivos eletrônicos para fumar.

A proibição foi mantida e atualizada pela Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 855, de 2024.

Apesar das restrições, os produtos continuam sendo encontrados no comércio ilegal. Em junho de 2026, uma operação conjunta da Anvisa e da Receita Federal apreendeu mais de 25 mil cigarros eletrônicos em diferentes regiões do país.

A agência alerta que os dispositivos representam riscos à saúde e destaca a preocupação com a exposição de crianças e adolescentes à nicotina.

O desabafo de Selena Gomez reforça a importância de discutir os efeitos desses produtos e as dificuldades enfrentadas por quem desenvolve dependência.

Embora a cantora tenha relatado mudanças na própria voz, seu caso não permite estabelecer que todas as pessoas que utilizam vape terão o mesmo problema. O risco à saúde, porém, não se limita à rouquidão e envolve possíveis consequências respiratórias, cardiovasculares e relacionadas à dependência química.

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