Praça Roosevelt pode ganhar nome de empresa em projeto que muda futuro de um dos cartões-postais de São Paulo

Prefeitura autoriza venda de naming rights e abre caminho para concessão de 20 anos; proposta prevê gestão privada, exploração comercial e novas intervenções na região central.
Redação NC News
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Um dos espaços públicos mais conhecidos da capital paulista poderá passar por uma transformação histórica nos próximos anos. A Prefeitura de São Paulo deu sinal verde para um projeto que prevê a concessão da Praça Roosevelt à iniciativa privada por duas décadas, além da possibilidade de venda dos chamados naming rights — modelo que permite associar o nome de uma empresa ao local.

A medida faz parte de um plano mais amplo de requalificação da área central da cidade e já começou a movimentar debates entre frequentadores, comerciantes, artistas e moradores da região. A Praça Roosevelt é considerada um dos principais pontos de convivência do Centro, reunindo atividades culturais, esportivas, gastronômicas e de lazer.

Pela proposta colocada em consulta pública, a futura concessionária ficará responsável pela operação, manutenção, conservação, gestão e ativação sociocultural do chamado Complexo Roosevelt. O projeto inclui não apenas a praça, mas também estruturas do entorno, áreas de circulação, estacionamento e espaços de integração urbana.

Outro ponto que chama atenção é a autorização para comercialização dos naming rights. Na prática, uma marca poderá associar seu nome ao complexo mediante contrato comercial. O modelo já é utilizado em arenas esportivas, centros culturais e equipamentos urbanos em diferentes cidades do Brasil e do mundo.

A administração municipal argumenta que a concessão busca atrair investimentos, melhorar a manutenção do espaço e ampliar a oferta de atividades para a população. Entre as intervenções previstas estão melhorias urbanísticas, reforço na zeladoria, integração de áreas atualmente subutilizadas e novos projetos voltados ao lazer e à convivência.

A proposta, porém, também gera questionamentos. Parte da população teme que a presença da iniciativa privada altere características históricas e culturais da praça, considerada um dos símbolos da vida urbana paulistana. O debate envolve ainda o equilíbrio entre preservação do espaço público e exploração comercial.

Nos próximos passos, a prefeitura deverá receber sugestões da sociedade civil durante o período de consulta pública. Após essa etapa, o projeto poderá ser ajustado antes da publicação do edital definitivo e do processo de escolha da empresa responsável pela futura gestão.

Enquanto a discussão avança, uma pergunta já começa a circular entre os paulistanos: a tradicional Praça Roosevelt continuará sendo conhecida pelo mesmo nome ou passará a carregar a marca de uma grande empresa nos próximos anos? A resposta deverá surgir conforme o projeto evoluir e as negociações forem definidas.

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