Fora da estreia! Astro de Gana tem visto recusado por país sede de torneio mundial e desfalca seleção após polêmica na justiça

Thomas Partey, de 32 anos, é barrado pelo governo do Canadá e não enfrenta o Panamá na primeira rodada; organização máxima do futebol confirma ausência e lava as mãos sobre o caso
Redação NC News
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O clima esquentou nos bastidores da preparação para o principal torneio de seleções do planeta. Na manhã desta sexta-feira (12), uma notícia bombástica abalou a delegação de Gana e mudou os planos da comissão técnica para a grande estreia. O experiente volante Thomas Partey, um dos grandes nomes da equipe africana, teve seu pedido de visto de entrada terminantemente recusado pelo governo do Canadá e está fora da primeira partida da competição.

O jogador de 32 anos, que atualmente defende o Villarreal da Espanha e teve passagem marcante pelo Arsenal da Inglaterra, não poderá viajar com o restante do elenco para o compromisso desta quarta-feira (17), contra o Panamá, em solo canadense.

O que aconteceu?
A confirmação do desfalque de peso veio diretamente da entidade máxima do futebol mundial, que enviou um comunicado oficial à imprensa internacional para esclarecer a situação do atleta. O jogador permanece isolado com parte da delegação no campo de treinamento em Boston, nos Estados Unidos, enquanto assiste aos companheiros se prepararem para cruzar a fronteira sem ele.

“A organização confirma que o jogador Thomas Partey não poderá viajar do campo de treinamento da seleção de Gana em Boston, nos EUA, para o Canadá para a primeira partida contra o Panamá na quarta-feira, 17 de junho, porque seu pedido de visto foi recusado pelo governo canadense”, diz o texto oficial da entidade.
Por que a organização do torneio lavou as mãos?
Diante do tamanho da polêmica, a organização tratou de tirar o corpo fora e deixar claro que não tem qualquer poder de decisão sobre as regras de fronteira e imigração estabelecidas pelas autoridades locais.

A entidade reforçou em nota que cada um dos países anfitriões — que nesta edição dividem as sedes entre Estados Unidos, Canadá e México — possui total soberania para barrar ou aceitar a entrada de qualquer cidadão, mesmo se tratando de um jogador credenciado para a competição internacional. “A entidade não está envolvida nos processos de imigração dos países anfitriões, incluindo a concessão de vistos”, concluiu o comunicado.

Qual a polêmica por trás da recusa?
Embora o governo canadense não tenha respondido oficialmente aos questionamentos sobre o motivo exato de ter barrado o atleta de ganes, os bastidores apontam para a situação jurídica complicada que Thomas Partey enfrenta na Europa.

O volante responde atualmente a acusações gravíssimas de estupro e agressão sexual no Reino Unido. Os casos teriam ocorrido nos últimos anos e seguem sob investigação das autoridades britânicas. O jogador nega veementemente todas as acusações e se diz inocente, mas o histórico pesado pesou contra ele na hora de conseguir a liberação para o território canadense.

O que acontece agora?
Apesar do balde de água fria e do desfalque forçado para o jogo de abertura do Grupo L, o torcedor de Gana recebeu uma garantia importante. Como as partidas seguintes da chave serão disputadas em solo americano — onde Partey já possui autorização para permanecer —, ele estará apto a entrar em campo para os confrontos decisivos contra a Inglaterra, na própria cidade de Boston, e contra a Croácia, na Filadélfia.

A comissão técnica corre contra o relógio para definir quem assume a vaga de primeiro volante no meio-campo para segurar o ímpeto do Panamá na quarta-feira (17), às vésperas de um jogo que já nasce cercado de tensão.

BIO / CONTEXTO FINAL
O Grupo L da principal competição do futebol mundial promete ser um dos mais equilibrados da primeira fase. A chave conta com a tradicional e poderosa Inglaterra, a sempre perigosa Croácia (atual semifinalista global), além das seleções de Gana e do Panamá. A ausência de Thomas Partey na estreia quebra a espinha dorsal do time africano, já que o volante é o atleta mais experiente do elenco no futebol europeu de alto nível. O torneio, disputado nos Estados Unidos, Canadá e México, adota regras rígidas de compliance e segurança, o que tem gerado impasses burocráticos para diversas delegações.

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