O dia do julgamento: Brasil desafia tabu histórico contra o temido Marrocos em estreia de ciclo mais caótico da história

Seleção Brasileira defende invencibilidade de 92 anos em primeiros jogos, mas encara os "Leões do Atlas" em Nova Jersey no principal evento esportivo do ano; saiba tudo sobre o mistério de Ancelotti e os bastidores inflamados da CBF
Redação NC News
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Chegou a hora da verdade, torcedor! Neste sábado (13), a partir das 19h (horário de Brasília), a Seleção Brasileira inicia oficialmente a sua caminhada na principal competição do futebol mundial. O palco do primeiro ato será o MetLife Stadium, em Nova Jersey, onde o Brasil enfrenta o Marrocos na abertura do Grupo C — chave que está totalmente concentrada nos Estados Unidos e que conta ainda com Escócia e Haiti.

A Seleção entra em campo carregando o peso de defender uma invencibilidade de respeito que dura quase um século: o Brasil não sabe o que é perder uma estreia de torneio mundial desde 1934, quando foi derrotado pela Espanha por 3 a 1, na Itália. De lá para cá, foram 17 vitórias e três empates em estreias, incluindo o triunfo por 2 a 0 contra a Sérvia na edição passada no Catar.

Por que o Marrocos é a pior estreia possível?

Apesar do retrospecto histórico favorável em estreias, o adversário deste sábado é um dos mais complicados que o Brasil já cruzou em uma primeira rodada. A seleção marroquina, que chocou o planeta ao ser semifinalista no Catar, ocupa atualmente o 7º lugar no ranking da Fifa, colada no Brasil, que está em 6º.

Para piorar, a lembrança mais recente na memória do torcedor é amarga. No último confronto entre as duas equipes, em março de 2023, os “Leões do Atlas” venceram o Brasil por 2 a 1 em Tanger. Naquela noite, Boufal e Sabiri balançaram as redes para os donos da casa, enquanto o volante Casemiro descontou para a Amarelinha.

Os bastidores do ciclo mais tumultuado da história

Aquela derrota em 2023 foi o cartão de visitas para o período de preparação mais caótico e confuso que a nossa Seleção já viveu. O trabalhador que acompanhou o celular nos últimos anos viu uma verdadeira dança das cadeiras no banco de reservas:

  • Ramon Menezes: Comandou o time de forma interina logo após a Copa do Catar.

  • Fernando Diniz: Assumiu como técnico “tampão” enquanto a CBF esperava por Ancelotti. Durou apenas seis jogos e acabou demitido após três derrotas seguidas nas eliminatórias.

  • Dorival Júnior: Contratado em janeiro de 2024 para ser o cara de 2026, caiu em março de 2025 após sofrer uma goleada humilhante de 4 a 1 para a Argentina em Buenos Aires.

  • Carlo Ancelotti: Após a turbulência no Real Madrid, o italiano foi anunciado em maio de 2025 por Ednaldo Rodrigues. Porém, ao desembarcar no Brasil, Ednaldo já havia sido afastado da CBF em meio a uma guerra jurídica eleitoral, e o “professor” acabou recebido pelo novo presidente da entidade, Samir Xaud.

Com Ancelotti apagando incêndios, o Brasil garantiu a vaga no sufoco, terminando as eliminatórias na 5ª posição, a pior campanha da história do país na competição de classificação. Mesmo com o início turbulento, o italiano teve o contrato renovado e está garantido até o Mundial de 2030.

Mistério e dúvidas na escalação brasileira

Ancelotti montou uma verdadeira estratégia de silêncio nos Estados Unidos. Durante os 15 minutos diários em que a imprensa pôde acompanhar as atividades no CT Columbia Park, em Morristown, o treinador escondeu o jogo e não deu pistas sobre o time titular.

Sem poder contar com os lesionados Éder Militão, Rodrygo e o lateral Wesley, cortado de última hora, o italiano quebra a cabeça principalmente nas laterais. Na direita, o zagueiro Ibañez briga com Danilo. Na esquerda, a disputa está acirrada entre Alex Sandro e Douglas Santos.

A provável escalação da Seleção Brasileira para logo mais tem: Alisson; Danilo (Ibañez), Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alex Sandro (Douglas Santos); Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Raphinha, Matheus Cunha e Vinícius Júnior.

Marrocos vem com sangue novo e uma ameaça conhecida

Se o Brasil mudou, o Marrocos também chega com novidades pesadas. O técnico Walid Regragui deixou o cargo em março deste ano, após a polêmica final da Copa Africana de Nações — onde Marrocos foi declarado campeão nos tribunais após a seleção de Senegal abandonar o campo.

O novo comandante é Mohamed Ouahbi, técnico que fez história em 2025 ao levar o país ao inédito título mundial sub-20 no Chile. Ele trouxe para a Copa o jovem ponta Gessime Yassine, do Strasbourg, mas a grande arma dos africanos é um velho conhecido de Ancelotti e Vini Jr: o atacante Brahim Díaz, destaque do Real Madrid, que escolheu defender a pátria de seu pai e já soma 14 gols em 26 jogos pela seleção marroquina.

Os marroquinos devem ir a campo com: Bono; Hakimi, Chadi Riad, Issa Diop e Mazraoui; Ayyoub Bouaddi, Neil El Aynaoui e Ounahi; Brahim Díaz, Ismael Saibari e El Khannouss.

O que acontece agora?

A contagem regressiva chegou a zero e a bola vai rolar no MetLife Stadium. O torcedor brasileiro prepara o coração para uma estreia cercada de desconfiança, mas sabendo que a camisa amarela tem um peso único quando o torneio mundial começa. Será que o estilo defensivo italiano de Ancelotti vai dar a liga necessária para soltarmos o grito de gol? A cobertura completa e todos os lances você acompanha em tempo real aqui no nosso portal.

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