Chegou a hora da verdade, torcedor! Neste sábado (13), a partir das 19h (horário de Brasília), a Seleção Brasileira inicia oficialmente a sua caminhada na principal competição do futebol mundial. O palco do primeiro ato será o MetLife Stadium, em Nova Jersey, onde o Brasil enfrenta o Marrocos na abertura do Grupo C — chave que está totalmente concentrada nos Estados Unidos e que conta ainda com Escócia e Haiti.
A Seleção entra em campo carregando o peso de defender uma invencibilidade de respeito que dura quase um século: o Brasil não sabe o que é perder uma estreia de torneio mundial desde 1934, quando foi derrotado pela Espanha por 3 a 1, na Itália. De lá para cá, foram 17 vitórias e três empates em estreias, incluindo o triunfo por 2 a 0 contra a Sérvia na edição passada no Catar.
Por que o Marrocos é a pior estreia possível?
Apesar do retrospecto histórico favorável em estreias, o adversário deste sábado é um dos mais complicados que o Brasil já cruzou em uma primeira rodada. A seleção marroquina, que chocou o planeta ao ser semifinalista no Catar, ocupa atualmente o 7º lugar no ranking da Fifa, colada no Brasil, que está em 6º.
Para piorar, a lembrança mais recente na memória do torcedor é amarga. No último confronto entre as duas equipes, em março de 2023, os “Leões do Atlas” venceram o Brasil por 2 a 1 em Tanger. Naquela noite, Boufal e Sabiri balançaram as redes para os donos da casa, enquanto o volante Casemiro descontou para a Amarelinha.
Os bastidores do ciclo mais tumultuado da história
Aquela derrota em 2023 foi o cartão de visitas para o período de preparação mais caótico e confuso que a nossa Seleção já viveu. O trabalhador que acompanhou o celular nos últimos anos viu uma verdadeira dança das cadeiras no banco de reservas:
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Ramon Menezes: Comandou o time de forma interina logo após a Copa do Catar.
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Fernando Diniz: Assumiu como técnico “tampão” enquanto a CBF esperava por Ancelotti. Durou apenas seis jogos e acabou demitido após três derrotas seguidas nas eliminatórias.
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Dorival Júnior: Contratado em janeiro de 2024 para ser o cara de 2026, caiu em março de 2025 após sofrer uma goleada humilhante de 4 a 1 para a Argentina em Buenos Aires.
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Carlo Ancelotti: Após a turbulência no Real Madrid, o italiano foi anunciado em maio de 2025 por Ednaldo Rodrigues. Porém, ao desembarcar no Brasil, Ednaldo já havia sido afastado da CBF em meio a uma guerra jurídica eleitoral, e o “professor” acabou recebido pelo novo presidente da entidade, Samir Xaud.
Com Ancelotti apagando incêndios, o Brasil garantiu a vaga no sufoco, terminando as eliminatórias na 5ª posição, a pior campanha da história do país na competição de classificação. Mesmo com o início turbulento, o italiano teve o contrato renovado e está garantido até o Mundial de 2030.
Mistério e dúvidas na escalação brasileira
Ancelotti montou uma verdadeira estratégia de silêncio nos Estados Unidos. Durante os 15 minutos diários em que a imprensa pôde acompanhar as atividades no CT Columbia Park, em Morristown, o treinador escondeu o jogo e não deu pistas sobre o time titular.
Sem poder contar com os lesionados Éder Militão, Rodrygo e o lateral Wesley, cortado de última hora, o italiano quebra a cabeça principalmente nas laterais. Na direita, o zagueiro Ibañez briga com Danilo. Na esquerda, a disputa está acirrada entre Alex Sandro e Douglas Santos.
A provável escalação da Seleção Brasileira para logo mais tem: Alisson; Danilo (Ibañez), Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alex Sandro (Douglas Santos); Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Raphinha, Matheus Cunha e Vinícius Júnior.
Marrocos vem com sangue novo e uma ameaça conhecida
Se o Brasil mudou, o Marrocos também chega com novidades pesadas. O técnico Walid Regragui deixou o cargo em março deste ano, após a polêmica final da Copa Africana de Nações — onde Marrocos foi declarado campeão nos tribunais após a seleção de Senegal abandonar o campo.
O novo comandante é Mohamed Ouahbi, técnico que fez história em 2025 ao levar o país ao inédito título mundial sub-20 no Chile. Ele trouxe para a Copa o jovem ponta Gessime Yassine, do Strasbourg, mas a grande arma dos africanos é um velho conhecido de Ancelotti e Vini Jr: o atacante Brahim Díaz, destaque do Real Madrid, que escolheu defender a pátria de seu pai e já soma 14 gols em 26 jogos pela seleção marroquina.
Os marroquinos devem ir a campo com: Bono; Hakimi, Chadi Riad, Issa Diop e Mazraoui; Ayyoub Bouaddi, Neil El Aynaoui e Ounahi; Brahim Díaz, Ismael Saibari e El Khannouss.
O que acontece agora?
A contagem regressiva chegou a zero e a bola vai rolar no MetLife Stadium. O torcedor brasileiro prepara o coração para uma estreia cercada de desconfiança, mas sabendo que a camisa amarela tem um peso único quando o torneio mundial começa. Será que o estilo defensivo italiano de Ancelotti vai dar a liga necessária para soltarmos o grito de gol? A cobertura completa e todos os lances você acompanha em tempo real aqui no nosso portal.