Para erguer o caneco máximo do futebol e consagrar uma seleção como campeã do mundo, é preciso combinar uma série de fatores complexos dentro e fora das quatro linhas. Entrosamento tático, preparo físico, genialidade individual e, claro, aquela velha e indispensável pitada de sorte nos minutos finais fazem parte da engrenagem.
No entanto, com a estreia da Seleção Brasileira ocorrendo neste sábado (13) sob o teto do MetLife Stadium, a torcida deixa o coração falar mais alto e repete a mesma pergunta que ecoa pelo país há mais de duas décadas: afinal, qual é a chance real de conquistarmos o hexacampeonato?
Se entre os torcedores das classes C e D o debate é marcado pelo otimismo dos que acreditam no talento de Vini Jr. e pelo pessimismo dos que criticam o rendimento recente da Amarelinha, a ciência exata traz uma resposta fria e cirúrgica. Dados computacionais apontam que a probabilidade de o Brasil vencer o torneio é de exatamente 9,14%.
O cálculo por trás dos números: A Copa repetida 1 milhão de vezes
O percentual pode parecer baixo à primeira vista para o torcedor comum, mas os cientistas garantem que o número é expressivo. A estatística oficial foi desenvolvida pelos pesquisadores e professores universitários do grupo Previsão Esportiva, que reúne especialistas das áreas de Matemática e Computação de instituições federais. Mesmo com menos de 10% de probabilidade, o Brasil inicia a caminhada blindado no top 5 de principais favoritos entre as 48 nações que disputam a taça.
E se engana quem pensa que chegar a esse veredito é uma tarefa simples de divisão escolar. O modelo não trata os times como iguais:
A equação utiliza algoritmos de inteligência artificial e modelos estatísticos avançados para rodar uma simulação computacional em que o torneio mundial é jogado e repetido mais de um milhão de vezes no sistema. O computador cruza dados de histórico, força do elenco, cruzamentos de chaves e momento atual para definir a frequência com que cada país sai vencedor.
O peso da realidade contra a teoria
Para entender o tamanho da vantagem matemática que a Seleção Brasileira carrega nas calçadas do favoritismo, basta analisar o tamanho do inchamento do torneio atual, que passou a abrigar quase cinquenta países na fase de grupos.
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Cenário Utópico: Se todas as 48 seleções entrassem em campo com o mesmo nível técnico e as mesmas condições, a probabilidade seria dividida igualmente, resultando em apenas 2% de chance para cada lado.
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Cenário Real: O cruzamento de dados de peso joga a média das equipes menores para perto de zero e faz com que o principal favorito da competição dispare no topo com cerca de 14% de chances de título.
“A conta envolve muitos outros fatores que fazem com que a favorita se descole da média geral”, explica o professor Ricardo Rocha, coordenador do projeto e docente de Estatística e Inteligência Artificial do Departamento de Estatística da UFBA.

O que acontece agora?
Com a bola rolando oficialmente na fase de grupos após o término da primeira rodada, os supercomputadores dos pesquisadores passam a atualizar as probabilidades em tempo real no celular dos internautas após o término de cada partida. Uma vitória maiúscula ou um tropeço inesperado na próxima rodada contra o Haiti mudará instantaneamente os rumos e as projeções do algoritmo. O portal NC News segue acompanhando os cruzamentos de dados e os bastidores táticos para trazer o panorama completo ao torcedor.