Decretos de Lula sobre big techs passam a valer e oposição prepara ofensiva no Congresso

Novas regras ampliam a responsabilidade das plataformas digitais no combate a crimes e conteúdos ilícitos, enquanto parlamentares tentam suspender as medidas por meio de projetos no Legislativo.
Redação NC News
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Os decretos assinados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para ampliar a responsabilidade das plataformas digitais entraram em vigor nesta segunda-feira (20), abrindo um novo capítulo no debate sobre a regulação das chamadas big techs no Brasil. As medidas passam a exigir maior atuação das empresas na prevenção e remoção de conteúdos ilícitos e enfrentam forte resistência da oposição no Congresso.

Publicados em maio, os decretos tiveram um período de 60 dias antes de começarem a valer. Nesse intervalo, parlamentares da oposição protocolaram dezenas de Projetos de Decreto Legislativo (PDLs) para tentar suspender as novas regras, sob o argumento de que elas podem ampliar a interferência do governo sobre as plataformas digitais.

O que muda para as plataformas?

As novas normas ampliam os deveres das empresas no combate a crimes praticados pela internet. Entre as exigências estão medidas preventivas contra conteúdos relacionados a fraudes, violência e outros ilícitos, além de maior transparência nos processos de moderação e cooperação com as autoridades quando necessário.

O governo afirma que o objetivo é aumentar a proteção dos usuários e tornar mais ágil a resposta das plataformas diante de conteúdos considerados ilegais.

Oposição promete reação

Os decretos são alvo de críticas de parlamentares da oposição, que pretendem intensificar a articulação no retorno dos trabalhos legislativos, em agosto. Até o momento, foram apresentados 32 projetos para tentar derrubar as medidas — 27 na Câmara dos Deputados e cinco no Senado.

Os críticos afirmam que as novas regras podem gerar insegurança jurídica e abrir espaço para restrições indevidas à liberdade de expressão. Já o governo sustenta que as medidas buscam combater crimes no ambiente digital sem limitar manifestações legítimas.

O que acontece agora?

Como os decretos já estão em vigor, as plataformas precisam se adequar às novas exigências. Paralelamente, a disputa deve continuar no Congresso, onde a oposição tentará aprovar projetos para suspender os efeitos das normas. Até que haja eventual decisão do Legislativo ou da Justiça, as novas regras permanecem válidas.

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