Kiko Caputo defende “desligar o sistema” no DF e propõe extinção de mais de 21 mil cargos comissionados

Em entrevista ao NC News, candidato do Partido Novo ao Governo do Distrito Federal critica atual gestão, cita modelo de Romeu Zema em Minas Gerais e promete valorizar servidores concursados.
Redação NC News
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Em entrevista concedida ao portal NC News nesta segunda-feira, 27, Kiko Caputo, candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF) pelo Partido Novo, afirmou que sua candidatura nasce da necessidade de “desligar o sistema” construído pela velha política na capital federal. Segundo o postulante, o atual modelo administrativo é clientelista e ineficiente, tendo deixado as contas públicas e os serviços essenciais em situação crítica.
Críticas à gestão atual e ao “sistema clientelista”

Ao avaliar a administração do Distrito Federal, Caputo apontou mau uso dos recursos públicos e loteamento da máquina estatal para beneficiar aliados políticos e cabos eleitorais.

Entre as principais críticas apresentadas pelo candidato estão:

Desequilíbrio financeiro: Afirmou que a atual gestão conseguiu “quebrar um banco” e deixar as contas públicas locais em frangalhos.

Obras direcionadas: Classificou a política de obras públicas como um modelo voltado a atender “amigos do poder”.

Aparelhamento estatal: Criticou a substituição de critérios técnicos por indicações políticas no serviço público.

“O sistema que eu quero desligar foi esse sistema criado pela velha política […]. É esse sistema clientelista que usa o serviço público para colocar os seus amigos, os seus cabos eleitorais, que só faz obra para entregar para os amigos do poder.” — Kiko Caputo

Reestruturação da saúde e valorização do funcionalismo

Para corrigir os gargalos na prestação de serviços básicos, o candidato sustentou que o Distrito Federal não precisa diminuir o tamanho do serviço público, mas sim fechar os “ralos da corrupção” para fazer o dinheiro chegar à ponta.

No setor da saúde, Caputo destacou uma aparente contradição entre o volume investido e os resultados entregues:

Gasto por habitante: Ressaltou que o DF é a unidade da federação que mais gasta dinheiro por pessoa, por ano, em saúde pública, mas o recurso não se traduz em atendimento, gerando filas intermináveis de exames e cirurgias.

Extinção de cargos comissionados: Prometeu acabar com os 21.603 cargos em comissão do GDF, loteados politicalmente.

Fortalecimento do servidor efetivo: Defendeu a reestruturação das carreiras de estado, a recomposição do poder de compra dos salários e o fim das indicações políticas que impedem a progressão dos aprovados em concursos.

Modelo de Minas Gerais como referência

Como exemplo da capacidade de gestão do Partido Novo, Caputo citou a atuação do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema. De acordo com o candidato, Zema assumiu um estado financeiramente colapsado e conseguiu entregar resultados expressivos, incluindo a atração de mais de R$ 500 bilhões em investimentos, a criação de mais de um milhão de empregos e a regularização dos pagamentos de servidores e fornecedores.

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