O candidato à Presidência Renan Santos, do Missão, afirmou nesta sexta-feira (11) que, caso seja eleito, não cumprirá decisões dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A declaração foi feita durante sabatina promovida pelo UOL e pela Folha. Renan também criticou os dois ministros e questionou a legitimidade deles para ocupar cadeiras na Suprema Corte.
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Renan questiona legitimidade de ministros do STF
Durante a sabatina, Renan afirmou que não considera aceitável cumprir decisões de Moraes e Toffoli caso chegue à Presidência.
“Não vejo legitimidade. Para mim, eles são não-ministros, eles não tinham que estar no STF”, declarou.
O candidato também afirmou que não aceitaria, como presidente, decisões dos dois ministros que considerasse incompatíveis com sua avaliação sobre a atuação da Corte.
Candidato critica atuação do Supremo
Renan relacionou suas críticas a uma crise institucional envolvendo o STF e citou investigações que atingem pessoas ligadas aos ministros.
Ao comentar o cenário, afirmou que não adotaria uma postura de “normalidade” diante de suspeitas envolvendo integrantes da Corte.
As declarações são posicionamentos do candidato e não representam decisões tomadas pelo governo ou pelo Judiciário.
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Renan chama eleitor de “anestesiado”
Durante a sabatina, o candidato também avaliou que o eleitor brasileiro estaria “anestesiado” diante da quantidade de denúncias e crises políticas.
Segundo Renan, o excesso de informações e de escândalos teria reduzido o debate sobre as eleições.
“Os escândalos já anestesiaram o eleitor. O eleitor não está sequer discutindo as eleições”, afirmou.
Candidato também ataca Flávio Bolsonaro
Renan Santos fez críticas ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) e afirmou que não o apoiaria em um eventual segundo turno caso não estivesse na disputa.
Durante a sabatina, o candidato do Missão utilizou termos ofensivos para se referir ao senador e também questionou a atuação política do bolsonarismo.
Renan defende penas mais duras
Na sabatina, Renan também defendeu o endurecimento das punições para crimes e afirmou ser pessoalmente favorável à pena de morte.
O candidato, porém, reconheceu que mudanças constitucionais seriam necessárias para implementar medidas desse tipo e que elas não poderiam ser adotadas simplesmente por decisão presidencial.
Entenda o contexto
Renan Santos é candidato à Presidência pelo recém-criado Partido Missão e participa pela primeira vez de uma disputa presidencial.
A sabatina ocorreu em meio à campanha eleitoral de 2026 e às discussões sobre a relação entre o Executivo, o Congresso e o Supremo Tribunal Federal.
Na entrevista, o candidato concentrou parte de suas críticas no funcionamento do STF e afirmou que adotaria uma postura de enfrentamento caso chegasse ao Palácio do Planalto.
As declarações sobre o descumprimento de decisões judiciais representam uma posição de campanha e não alteram, por si só, a obrigatoriedade das decisões do Judiciário.
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