Pesquisa Quaest encomendada pela Genial Investimentos mostra que 48% dos eleitores gaúchos aprovam o governo de Eduardo Leite, enquanto 42% desaprovam a gestão do governador do Rio Grande do Sul.
O levantamento, feito com 1.104 entrevistados de 16 anos ou mais, em todo o Estado, indica um cenário de apoio moderado a Leite em pleno aquecimento do calendário eleitoral. A margem de erro é de 3 pontos percentuais e o nível de confiança, de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número RS-04790/2026.
Avaliação fica no meio-termo e expõe governo “regular”
Os dados revelam uma percepção mais morna do que entusiasmada. Segundo a Quaest, “48% dos eleitores gaúchos aprovam o governo de Eduardo Leite — Quaest/Genial Investimentos”. Na leitura detalhada, 31% classificam a gestão como positiva, 41% a consideram regular e 25% a avaliam como negativa.
A distribuição reforça a sensação de governo em zona intermediária: não há rejeição maciça, mas também falta um bloco majoritário de aprovação entusiasmada. A própria Quaest resume o quadro: “para 41% o governo é regular, 31% consideram positivo e 25% negativo — Quaest/Genial Investimentos”.
Esse meio-termo pesa especialmente em um momento em que Leite tenta preservar capital político para influenciar a disputa sucessória. A pesquisa aponta que apenas 38% dos entrevistados acham que o governador merece eleger seu sucessor, enquanto 51% dizem que ele não merece e 11% não sabem ou não responderam.
Educação e atração de empresas puxam avaliação positiva
O estudo detalha ainda a percepção do desempenho por área de governo. Em todas as frentes analisadas — educação, saúde, segurança pública, atração de empresas, transporte público, emprego, infraestrutura e políticas sociais — o conceito predominante é “regular”.
Entre os destaques positivos aparecem educação e atração de empresas, ambas com 33% de avaliação positiva. Na educação, 33% avaliam bem, 39% classificam como regular e 28% veem o desempenho como negativo. Já em atração de empresas, 33% consideram o trabalho positivo, 36% o veem como regular e 31% o avaliam de forma negativa.
Os números sugerem que ações voltadas à atração de investimentos e à área educacional conseguem algum reconhecimento, ainda que distante de consenso. Ao mesmo tempo, o predomínio da avaliação regular em todas as áreas deixa um alerta de que o governo não consolidou imagem de excelência em nenhum dos setores sensíveis ao cotidiano da população.
Saúde, segurança e transporte concentram frustração latente
Os dados segmentados por tema não aparecem com o mesmo detalhamento em todas as áreas, mas o diagnóstico geral da Quaest indica que saúde, segurança pública, transporte e emprego reúnem boa parte das avaliações negativas ou apenas regulares. A leitura política é direta: a população não enxerga um colapso, mas tampouco percebe avanços robustos.
Essa percepção importa porque esses serviços compõem o núcleo duro das preocupações do eleitor gaúcho. Quando o regular se torna maioria em quase tudo, cresce a sensação de que o governo entrega o mínimo esperado, sem convencer de que está transformando estruturalmente o Estado.
No tabuleiro eleitoral, esse tipo de avaliação abre espaço para narrativas distintas. O governo tende a enfatizar estabilidade, responsabilidade fiscal e projetos em andamento. A oposição, por sua vez, encontra terreno fértil para prometer rupturas, acelerando investimentos em saúde, mobilidade e geração de empregos.
Capital político limitado para a sucessão estadual
O dado sobre a capacidade de Leite influenciar a escolha de seu sucessor talvez seja o mais sensível da pesquisa. Quando 51% dos entrevistados dizem que o governador não merece eleger quem o substituirá, o recado para a base aliada é claro: o endosso do Palácio Piratini vale, mas não garante vitória.
Esse quadro tende a impactar costuras partidárias, montagem de chapas e até o ritmo de anúncios de candidaturas. Pré-candidatos apoiados por Leite podem se ver obrigados a buscar diferenciação em relação ao governo, tentando herdar parte do eleitorado que aprova a gestão sem herdar, na mesma proporção, a rejeição registrada no levantamento.
No Legislativo, a leitura também é pragmática. Um governador com 48% de aprovação mantém força para negociar projetos estruturantes, mas enfrenta mais resistência para medidas impopulares. Deputados atentos à própria sobrevivência eleitoral podem ficar menos dispostos a votar propostas que gerem desgaste em áreas que a população já avalia como apenas regulares.
Credibilidade do levantamento e próximos movimentos
A pesquisa Quaest/Genial Investimentos, com 1.104 entrevistas presenciais e parâmetros estatísticos conhecidos — margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95% — chega ao debate político com peso de termômetro oficial do humor do eleitorado gaúcho. O registro RS-04790/2026 na Justiça Eleitoral reforça a transparência do processo.
Os próximos meses tendem a ser de reação e ajuste. O governo deve explorar com intensidade os pontos de maior aprovação, como educação e atração de empresas, e tentar reduzir desgastes em saúde, segurança, transporte e emprego. Adversários, por outro lado, vão mirar justamente o “regular” predominante para apresentar propostas de mudança.
A continuidade de levantamentos com a mesma metodologia permitirá acompanhar se o esforço de comunicação e eventuais mudanças de rota na gestão se traduzem em alta da aprovação ou migração do eleitorado hoje regular para o campo da desaprovação. Na prática, a disputa no Rio Grande do Sul passa a ser, desde já, pela mente e pelo humor desse eleitor que ainda não está convencido de que o governo é bom ou ruim.
O que mostra a pesquisa Quaest sobre o governo Eduardo Leite?
A pesquisa Quaest/Genial, com 1.104 eleitores e margem de erro de 3 pontos percentuais, mostra 48% de aprovação e 42% de desaprovação ao governo Eduardo Leite, 31% de avaliação positiva, 41% regular, 25% negativa e apenas 38% dos entrevistados achando que ele merece eleger seu sucessor.
Quais áreas do governo Eduardo Leite são melhor avaliadas?
Os dados da Quaest indicam que educação e atração de empresas são hoje as áreas melhor avaliadas do governo Eduardo Leite, ambas com 33% de avaliação positiva, embora o conceito regular predomine no conjunto dos entrevistados, revelando que o eleitorado ainda vê a gestão em um patamar intermediário em praticamente todos os setores.