O Ministério Público de São Paulo deflagrou a Operação Prazo Final contra um grupo suspeito de atuar com agiotagem e usar ameaças e violência para cobrar dívidas. A ação foi realizada nesta terça-feira (1º), em Piracicaba, no interior do estado, com o cumprimento de seis mandados de prisão e dez de busca e apreensão.
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Vítima teria sido sequestrada por dívida
Segundo as investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), uma pessoa teria sido sequestrada e mantida em cativeiro depois de não conseguir realizar um pagamento.
A suspeita é de que o grupo tenha usado o sequestro como forma de pressionar a vítima a quitar a dívida.
Ainda segundo o Ministério Público, o veículo da vítima também teria sido levado pelos investigados e utilizado como garantia do pagamento.
Operação cumpriu 16 mandados
Ao todo, foram cumpridos seis mandados de prisão e dez de busca e apreensão em Piracicaba.
A operação teve como objetivo reunir provas sobre a atuação do grupo e proteger a vítima envolvida no caso.
Os investigados são suspeitos, em tese, de crimes como extorsão mediante sequestro, ameaça, agiotagem, roubo e associação criminosa.
Investigação apura cobrança com ameaças
O caso chama atenção pela forma como, segundo o Ministério Público, os suspeitos teriam feito a cobrança dos valores emprestados.
A investigação busca esclarecer a participação de cada integrante e identificar a estrutura utilizada para realizar os empréstimos e cobrar os devedores.
O material apreendido durante a operação deverá ser analisado pelos investigadores para ajudar a esclarecer a extensão do esquema.
ENTENDA O CONTEXTO
A agiotagem envolve a realização de empréstimos de dinheiro fora das condições permitidas pela legislação, geralmente com cobrança de juros abusivos. Quando há ameaças, violência ou retenção de bens para forçar o pagamento, outras condutas criminosas podem ser investigadas.
No caso apurado pelo MPSP, os suspeitos são investigados por diferentes crimes relacionados à cobrança de uma dívida.
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