O músico Diego Sanches, de 42 anos, conhecido como Branco e pandeirista do grupo de pagode D’Kara Nova, morre em um acidente de trânsito na Zona Sul de Porto Alegre. Ele estava em um carro de passeio que se envolve em uma colisão lateral com outro veículo em um cruzamento movimentado do bairro Tristeza.
Colisão em cruzamento movimentado na Zona Sul
O acidente acontece no fim da noite de quarta-feira, no cruzamento da avenida Wenceslau Escobar com a rua Doutor Barcelos, uma das áreas mais movimentadas da Zona Sul. O trecho concentra bares, restaurantes e fluxo intenso de veículos, especialmente no horário em que o músico seguia para o trabalho.
Diego viajava como passageiro em um Peugeot 208, que ingressa na avenida quando é atingido na lateral por um Volkswagen Taos. O impacto destrói a parte onde o músico está sentado. Os motoristas dos dois carros sofrem apenas ferimentos leves e recebem atendimento no local.
Equipes de resgate são acionadas e trabalham no atendimento às vítimas e na organização do trânsito. A região registra congestionamento e curiosos se aproximam, enquanto a notícia da morte do músico começa a se espalhar entre moradores e frequentadores dos bares próximos.
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Investigação e dúvidas sobre causas do acidente
As circunstâncias da colisão ainda não ficam claras para os agentes de trânsito que atendem a ocorrência. O que se sabe até agora é que o Peugeot 208 acessa a avenida quando o Volkswagen Taos atinge o veículo na lateral. A dinâmica exata, incluindo velocidade dos carros, sinalização respeitada ou não e eventual consumo de álcool, ainda depende de laudos periciais.
Autoridades de trânsito informam que “as causas do acidente serão investigadas”. A apuração deve incluir análise de imagens de câmeras da região, medição de marcas de frenagem e coleta de depoimentos dos motoristas e de testemunhas que presenciam o choque.
Os resultados podem apontar não só a responsabilidade individual dos condutores, mas também possíveis falhas estruturais do cruzamento, como sinalização insuficiente, tempo de semáforos ou iluminação inadequada. Caso alguma fragilidade seja confirmada, técnicos avaliam a necessidade de mudanças no local.
Perda para o pagode e impacto na cena cultural
Diego Sanches segue para um show em um bar da região no momento do acidente. O D’Kara Nova mantém agenda regular de apresentações em casas de pagode e bares de Porto Alegre, especialmente na Zona Sul, e constrói ao longo do tempo uma base fiel de fãs.
Branco é conhecido pela presença de palco e pela forma como conduz o ritmo no pandeiro, peça central no som do grupo. A morte repentina interrompe uma rotina de apresentações e coloca o futuro imediato da banda em dúvida. Amigos e colegas de profissão começam a se manifestar nas redes sociais em tom de luto e incredulidade.
Para o cenário cultural local, a perda pesa ainda mais em um momento em que artistas enfrentam dificuldade para manter projetos estáveis e agendas cheias. A morte de um músico em plena atividade atinge não só a família e o grupo, mas também casas de show, produtores e o público que acompanha o pagode na cidade.
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Trânsito, segurança e rotina da Zona Sul em choque
O cruzamento onde ocorre o acidente é um ponto de passagem de quem circula entre bairros residenciais e áreas comerciais da Zona Sul. A morte do músico acende um sinal de alerta para motoristas e pedestres que usam diariamente a avenida Wenceslau Escobar e a rua Doutor Barcelos.
Moradores relatam preocupação com a velocidade de alguns veículos e com o excesso de carros em horários de pico, quando bares e restaurantes recebem público maior. A tragédia dá força a cobranças antigas por reforço de fiscalização, melhoria de sinalização e campanhas de conscientização sobre direção segura.
No curto prazo, a prioridade das autoridades recai sobre a conclusão da perícia e o acompanhamento dos motoristas envolvidos, que saem com ferimentos leves, mas agora lidam com o impacto emocional de um acidente fatal. A médio e longo prazo, o caso entra no debate sobre políticas públicas de segurança viária em Porto Alegre.
Fãs e colegas de Branco devem organizar homenagens em shows e rodas de pagode, em bares e espaços culturais da cidade. A banda D’Kara Nova, ainda em choque, precisará decidir como seguir adiante sem o pandeirista que ajudava a dar identidade ao grupo. A morte de Diego Sanches, no entanto, já se consolida como um marco triste para a música popular da capital gaúcha e reforça, com dureza, o custo humano da violência no trânsito.
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