A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta quinta-feira (3) a segunda fase da Operação Avaritia, que investiga um grupo suspeito de aplicar fraudes contra a Desenvolve SP, agência de fomento ligada ao governo paulista. Segundo as investigações, o esquema teria causado um prejuízo estimado em R$ 70,4 milhões.
As fraudes teriam acontecido entre 2021 e 2022, durante a pandemia de Covid-19. De acordo com a polícia, os suspeitos teriam aproveitado a ampliação emergencial das linhas de crédito destinadas a empresas afetadas pela crise para conseguir financiamentos de forma irregular.
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Operação cumpre 22 mandados
Nesta quinta-feira, os policiais cumprem 22 mandados de busca e apreensão em cidades de São Paulo, incluindo a capital, Mogi das Cruzes, Suzano e Barueri, além de endereços no Rio de Janeiro. A ação é conduzida pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
A investigação começou em janeiro de 2022, depois que irregularidades foram identificadas em contratos de financiamento.
Segundo as autoridades, o grupo tinha uma estrutura organizada e dividia as funções entre diferentes integrantes.
Empresas de fachada eram usadas no esquema
De acordo com a investigação, os suspeitos criavam ou utilizavam empresas de fachada para conseguir aprovação dos financiamentos.
Para aparentar que os negócios eram regulares e tinham capacidade financeira, o grupo teria utilizado alterações societárias simuladas, sócios interpostos e documentos falsos.
Depois que os recursos eram liberados, o dinheiro seria transferido para contas de terceiros e dividido em diversas operações financeiras. Para a polícia, a movimentação é compatível com práticas de ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro.
Grupo tinha dois núcleos
As autoridades identificaram dois principais núcleos de atuação.
O Núcleo Operacional seria responsável pelo contato com empresários interessados nos financiamentos, pela condução das operações de crédito e pela articulação necessária para conseguir a liberação dos recursos.
Já o Núcleo Documental teria a função de produzir alterações contratuais, registros societários, documentos contábeis, procurações e outros papéis usados para dar aparência de legalidade às empresas.
Fraudes ocorreram durante a pandemia
Segundo a investigação, o grupo teria se aproveitado do momento em que empresas enfrentavam dificuldades financeiras e havia uma expansão emergencial do crédito.
A transição para o trabalho remoto também teria facilitado a atuação dos suspeitos, segundo as autoridades.
A polícia estima que o prejuízo possa chegar a R$ 70,4 milhões.
A Desenvolve SP informou que colabora com as investigações e adotou medidas internas para reforçar os mecanismos de análise de crédito.
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Entenda o contexto
A Operação Avaritia investiga uma suposta organização criminosa que teria fraudado financiamentos da Desenvolve SP entre 2021 e 2022.
O grupo teria criado empresas de fachada, utilizado documentos falsos e movimentado os recursos obtidos por meio de contas de terceiros.
Nesta quinta-feira (3), a Polícia Civil cumpre 22 mandados de busca e apreensão em São Paulo e no Rio de Janeiro. A investigação continua e pode identificar outros envolvidos no esquema.
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