Suspeito de matar jovem no Acre já foi condenado por matar esposa grávida

Daniel Nestor Guzman cumpria pena em regime semiaberto e usava tornozeleira eletrônica quando Maria Ramona, de 18 anos, foi encontrada morta em Rio Branco.
Redação NC News
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O homem apontado pela Polícia Civil como principal suspeito de matar uma jovem de 18 anos em Rio Branco, no Acre, já havia sido condenado pelo assassinato da própria esposa, que estava grávida de seis meses, em Roraima.

Daniel Nestor Guzman, de 40 anos, cumpria pena em regime semiaberto e usava tornozeleira eletrônica quando Maria Ramona Araújo da Silva foi encontrada morta dentro do apartamento onde morava, no bairro Conquista.

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Jovem foi encontrada morta dentro de apartamento

Maria Ramona foi encontrada morta na quarta-feira (2), dentro do imóvel onde morava, em Rio Branco.

Segundo informações da Polícia Civil, a investigação aponta Guzman como principal suspeito. A polícia trabalha com a hipótese de que o crime tenha ocorrido entre a madrugada de domingo (30) e a segunda-feira (31).

De acordo com o delegado Alcino Ferreira, a perícia indicou que a jovem sofreu agressões no pescoço. O suspeito teria permanecido no apartamento após a morte e usado o celular da vítima para enviar mensagens às irmãs, tentando fazê-las acreditar que ela ainda estava viva.

Condenação ocorreu em Roraima

Antes do caso no Acre, Guzman havia sido condenado a 24 anos de prisão pelo assassinato da esposa, a venezuelana Betzabeth Miguelina Adam Daza, de 23 anos.

O crime ocorreu em julho de 2018, na zona rural de Boa Vista, em Roraima. Betzabeth estava no sexto mês de gestação. Segundo informações sobre o processo, o corpo da vítima foi ocultado em uma área de mata.

Guzman foi preso em setembro daquele ano pela Polícia Federal, em Assis Brasil, no Acre, quando retornava do Peru. Após a condenação, ele passou a cumprir a pena em regime semiaberto e recebeu monitoramento por tornozeleira eletrônica.

Tornozeleira foi rompida após novo crime

Após o assassinato de Maria Ramona, segundo a investigação, Guzman rompeu a tornozeleira eletrônica e passou a ser procurado pelas autoridades.

A Polícia Civil realiza buscas para localizar o suspeito e esclarecer as circunstâncias da morte da jovem.

Até o momento, Guzman é tratado como suspeito no caso de Rio Branco. A investigação ainda precisa reunir elementos que confirmem a autoria e a dinâmica do crime.

Investigação aponta possível relação entre os casos

A existência da condenação anterior passou a ser um dos principais elementos de atenção na investigação do novo homicídio.

A Polícia Civil agora busca localizar Guzman, além de reunir provas sobre o que aconteceu no apartamento de Maria Ramona e verificar a possível motivação do crime.

A investigação também deverá esclarecer como o condenado conseguiu deixar o sistema prisional em regime semiaberto e quais eram as condições do monitoramento eletrônico no período anterior ao novo crime.

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Entenda o contexto

Daniel Nestor Guzman já cumpria pena por um homicídio cometido em Roraima quando passou a ser investigado pela morte de Maria Ramona, de 18 anos, em Rio Branco.

No primeiro caso, ele foi condenado a 24 anos pela morte da esposa grávida. No segundo, ainda não há condenação: a Polícia Civil o aponta como principal suspeito e mantém as buscas para localizá-lo.

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