A crise financeira do Grupo Safras terá um novo capítulo na próxima semana. A assembleia geral de credores realizada nesta sexta-feira (4) não reuniu o quórum necessário para que as principais deliberações sobre a recuperação judicial avançassem.
Com isso, os credores foram convocados para uma nova assembleia na sexta-feira (11). O encontro deverá retomar a discussão sobre o futuro do grupo, que enfrenta um processo de recuperação judicial com valor de aproximadamente R$ 1,78 bilhão.
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Entenda O Que Aconteceu
A assembleia havia sido convocada pela 4ª Vara Cível de Sinop (MT) para discutir questões centrais da recuperação judicial do Grupo Safras.
Entre os pontos que estão no centro da disputa estão o afastamento dos atuais gestores, a possibilidade de retorno dos sócios ao comando das empresas e a permanência do interventor judicial responsável por acompanhar a administração durante a crise.
Como a primeira reunião não conseguiu reunir o número necessário de credores para as votações, uma segunda convocação foi marcada para 11 de setembro, às 9h no horário de Mato Grosso, também de forma virtual.
Grupo Safras Tem Dívida Bilionária
O Grupo Safras entrou em recuperação judicial em 2025 diante de uma grave crise financeira. O processo tramita na Justiça de Sinop e envolve um passivo estimado em R$ 1,78 bilhão no processo atualmente em discussão.
O grupo atua no agronegócio e sua situação financeira afeta não apenas instituições financeiras, mas também produtores rurais e outros credores ligados à cadeia de negócios.
O pedido de recuperação judicial foi apresentado originalmente em meio a dificuldades para renegociar as dívidas e manter as operações da empresa.
Interventor Continua No Centro Da Disputa
A permanência do interventor judicial é um dos principais pontos que deverão voltar à mesa na próxima assembleia.
A Justiça havia mantido afastados da administração os sócios controladores, administradores e produtores rurais envolvidos no processo. A decisão também manteve Emmanoel Alexandre de Oliveira como interventor judicial provisório.
A intervenção ocorre em meio a questionamentos sobre a gestão do grupo e movimentações financeiras que foram analisadas no processo de recuperação judicial.
Fundo Também Disputa O Controle Do Grupo
Outro elemento que aumenta a complexidade da recuperação é a disputa envolvendo o AGR I Brazil Special Situations Fund, que afirma ter assumido uma participação de 60% no controle do Grupo Safras.
O fundo já defendeu o encerramento da recuperação judicial e a negociação direta das dívidas com os credores, alegando que o processo judicial dificulta a reestruturação e a entrada de novos recursos.
Os antigos controladores, por outro lado, contestam a operação que atribui ao fundo o controle do grupo. A disputa societária se tornou mais um dos obstáculos para a definição do futuro da empresa.
O Que Pode Ser Decidido Na Nova Assembleia
A reunião de 11 de setembro poderá representar um momento decisivo para o processo.
Os credores deverão voltar a discutir quem terá poder de administrar as empresas durante a recuperação e se o interventor continuará responsável pelo acompanhamento das atividades.
A definição é importante porque o resultado pode alterar os rumos da reestruturação financeira e a forma como os interesses dos credores serão conduzidos daqui para frente.
Para produtores rurais, bancos e demais empresas que possuem valores a receber do Grupo Safras, a assembleia representa uma oportunidade de participar diretamente das decisões sobre o futuro da companhia.
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Entenda O Contexto
O Grupo Safras atravessa uma das maiores crises financeiras recentes do agronegócio de Mato Grosso. A empresa entrou em recuperação judicial diante de um passivo bilionário e passou a enfrentar uma disputa sobre sua administração e sobre o próprio controle societário. A Justiça manteve os antigos gestores afastados e determinou a atuação de um interventor judicial enquanto o processo avançava.
Em paralelo, o AGR I Brazil Special Situations Fund passou a reivindicar o controle de 60% do grupo e defendeu uma mudança na estratégia de recuperação. A primeira assembleia de credores, realizada em 4 de setembro, não teve quórum suficiente para permitir o avanço das deliberações. Agora, os credores voltam a se reunir em 11 de setembro para discutir os próximos passos. O resultado poderá influenciar diretamente a gestão das empresas e o caminho para o pagamento das dívidas.