A Polícia Federal (PF) negou ter solicitado novas diligências ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito do inquérito que apura o financiamento do filme “Dark Horse”, produção baseada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A manifestação foi enviada à Corte em meio à disputa jurídica envolvendo a condução das investigações relacionadas ao chamado caso Master.
Segundo a PF, não houve requerimentos recentes direcionados a Mendonça para a realização de novas medidas investigativas. A posição surge após a circulação de informações indicando que a corporação teria buscado autorização do ministro para avançar em diligências sigilosas ligadas ao caso.
VEJA TAMBÉM:
Mendonça inclui Flávio Bolsonaro como investigado no Caso Dark Horse
Entenda o que aconteceu
O inquérito sobre o filme “Dark Horse” foi aberto para apurar suspeitas relacionadas ao financiamento da produção audiovisual e possíveis conexões com recursos investigados no escândalo envolvendo o Banco Master. O procedimento segue sob relatoria de André Mendonça e permanece protegido por sigilo em razão da fase investigativa.
Documentos tornados públicos em outros procedimentos ligados ao caso indicam que a PF investiga movimentações financeiras relacionadas ao projeto cinematográfico, incluindo aportes atribuídos ao empresário Daniel Vorcaro. As suspeitas são apuradas sem que haja conclusão definitiva sobre eventuais responsabilidades dos investigados.
Disputa sobre a condução das investigações
O caso se tornou um dos principais focos de tensão dentro do STF nas últimas semanas. Decisões envolvendo André Mendonça, Flávio Dino, Alexandre de Moraes e o presidente da Corte, Edson Fachin, provocaram debates sobre competência, sigilo e compartilhamento de informações entre os ministros.
Além das discussões processuais, a investigação ganhou repercussão política por envolver pessoas ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro e por ocorrer em meio ao cenário eleitoral de 2026.
O que está sendo investigado
A PF apura suspeitas relacionadas ao financiamento do filme “Dark Horse”, incluindo possíveis crimes como lavagem de dinheiro, evasão de divisas e uso irregular de recursos. Entre os investigados citados em documentos do caso estão o senador Flávio Bolsonaro, o deputado Mario Frias e o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro, que negam irregularidades.
As investigações ainda estão em andamento e não há decisão judicial definitiva sobre as acusações analisadas pelos investigadores.
LEIA TAMBÉM:
Toffoli, Vorcaro e 196 páginas de sigilo: o escandaloso relatório da Polícia Federal
O que acontece agora
A expectativa é que o STF continue analisando os desdobramentos do caso Master e dos inquéritos relacionados ao financiamento do filme. Também seguem pendentes decisões sobre o alcance do sigilo e sobre o compartilhamento de documentos entre os ministros da Corte.
Enquanto isso, a Polícia Federal mantém as investigações em curso para esclarecer a origem dos recursos utilizados na produção e verificar se houve irregularidades nas operações financeiras analisadas.
Entenda o contexto
O caso “Dark Horse” surgiu a partir de investigações que envolvem o empresário Daniel Vorcaro e operações financeiras associadas ao Banco Master. Segundo documentos da PF e da Procuradoria-Geral da República, o filme recebeu aportes milionários que passaram a ser alvo de apuração por suspeitas de irregularidades.
A manutenção do sigilo por André Mendonça tem sido justificada pela necessidade de preservar diligências e evitar prejuízos às investigações. Ao mesmo tempo, ministros do STF discutem o grau de transparência que deve ser aplicado aos procedimentos relacionados ao caso.
AS MAIS LIDAS DO NC NEWS:
As festas secretas de Vorcaro: 120 mulheres, celulares vetados e convidados do poder
El Niño forte acende alerta para dengue no Brasil; sudeste pode ter o dobro dos casos