O vereador Roberto Cândido (União Brasil), de Junco do Seridó, no Sertão da Paraíba, admitiu ter errado ao defender que o prefeito da cidade obrigasse servidores municipais a votar em candidatos apoiados pela administração.
A declaração foi feita durante uma sessão da Câmara Municipal no dia 3 de setembro e provocou repercussão. Após o episódio, o Ministério Público Eleitoral (MPE) instaurou um procedimento para apurar o caso.
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Entenda o que aconteceu
Durante a sessão do dia 3, Roberto Cândido defendeu que o prefeito deveria exigir dos servidores contratados apoio aos candidatos ligados à gestão municipal.
A declaração ocorreu em meio ao debate sobre os funcionários da prefeitura. Segundo informações exibidas pela TV Globo, 251 dos mais de 470 funcionários municipais de Junco do Seridó não são concursados.
O vereador chegou a afirmar que o prefeito deveria “obrigar” os servidores a votar nos candidatos apoiados pela administração.
Vereador reconhece erro
Após a repercussão, Roberto Cândido voltou à tribuna da Câmara na quinta-feira (10) para se manifestar sobre o episódio.
O vereador afirmou que as expressões utilizadas anteriormente foram inadequadas e reconheceu que errou.
“Reconheço que usei palavras inadequadas. Não tenho nenhum problema em dizer que errei. O voto é livre, todo cidadão tem o direito de escolher o candidato que quiser”, afirmou.
Cândido também declarou que defende o processo democrático e o direito de cada eleitor escolher livremente seus candidatos.
Prefeito nega pressão sobre servidores
O prefeito de Junco do Seridó, Paulo Fragoso (PSB), também se manifestou após a repercussão.
Em nota, o prefeito negou que tenha pressionado ou orientado servidores municipais a votar na chapa apoiada pelo grupo político da administração.
Segundo Fragoso, a gestão municipal não compactua com atos que possam constranger, intimidar ou restringir a liberdade política dos cidadãos.
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Ministério Público Eleitoral abriu procedimento
O caso de Junco do Seridó passou a ser acompanhado pelo Ministério Público Eleitoral.
A apuração integra um conjunto de procedimentos relacionados a possíveis casos de assédio ou coação eleitoral registrados em 2026. De acordo com levantamento citado pelo Ministério Público, 14 casos foram registrados neste ano na Paraíba, entre procedimentos já encerrados e investigações que continuam em andamento.
O Ministério Público Eleitoral e o Ministério Público do Trabalho também divulgaram recomendações para que candidatos, partidos, coligações e federações adotem medidas de prevenção e combate ao assédio eleitoral nas relações de trabalho durante as Eleições 2026.
A abertura do procedimento não significa, por si só, que tenha havido uma conclusão sobre eventual irregularidade no caso. A apuração deverá avaliar as circunstâncias e as declarações feitas pelo vereador.
Entenda o contexto
O episódio ocorreu durante o período de preparação para as Eleições 2026 e envolve uma discussão sobre a relação entre servidores públicos e disputas eleitorais.
Depois da repercussão da declaração, Roberto Cândido voltou à Câmara e reconheceu que utilizou palavras inadequadas. Ele afirmou que o voto é livre e que cada cidadão tem o direito de escolher seu candidato.
Ao mesmo tempo, o Ministério Público Eleitoral mantém um procedimento para analisar o episódio. O prefeito Paulo Fragoso também negou que sua administração tenha pressionado servidores a apoiar candidatos.
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