O presidente da Rússia, Vladimir Putin, se reuniu nesta sexta-feira (11) com Dilma Rousseff, presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), durante a agenda da cúpula do Brics em Nova Délhi, na Índia. O encontro ocorreu à margem da reunião de líderes do bloco e teve como foco a atuação do banco e a participação russa na instituição.
Durante a conversa, Putin elogiou o trabalho desenvolvido por Dilma à frente do NDB e afirmou que a instituição vem contribuindo de forma significativa para o desenvolvimento do Brics. O líder russo também defendeu a ampliação das atividades do banco e a criação de novos instrumentos para aumentar sua capacidade de financiamento e investimento.
Putin destaca atuação do banco dos Brics
Ao receber Dilma, Putin afirmou que o NDB está atuando de maneira dinâmica e ampliando suas atividades em áreas consideradas estratégicas para os países integrantes do bloco.
O presidente russo também defendeu que mais participantes sejam envolvidos nos projetos da instituição e que os programas do banco alcancem um número maior de setores econômicos dentro dos países do Brics.
Putin citou ainda propostas para a criação de novas plataformas, incluindo iniciativas voltadas a investimentos e soluções digitais. A intenção, segundo o presidente russo, é ampliar as possibilidades de atuação do NDB e fortalecer sua capacidade de apoiar projetos dos países-membros.
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Dilma destaca importância da Rússia
Durante a reunião, Dilma afirmou que a participação da Rússia no Novo Banco de Desenvolvimento é importante para o fortalecimento do chamado Sul Global e para o próprio Brics.
A ex-presidente brasileira também mencionou dificuldades enfrentadas pela Rússia dentro da instituição e avaliou que o banco encontrou caminhos para avançar na relação com o país.
Segundo Dilma, os projetos aprovados pelo NDB podem beneficiar os diferentes países participantes, incluindo a própria Rússia. A declaração reforça o papel do banco como um dos principais instrumentos financeiros associados ao bloco.
Rússia busca ampliar espaço dentro do NDB
A conversa acontece em um momento de esforço russo para preservar e ampliar relações econômicas com países que integram o Brics. Sob pressão de sanções ocidentais, Moscou tem buscado fortalecer parcerias comerciais e financeiras fora do eixo tradicional formado pelos Estados Unidos e seus aliados.
O NDB, criado pelos países fundadores do Brics, tem papel estratégico nesse cenário por financiar projetos de infraestrutura e desenvolvimento nos países integrantes e parceiros.
A instituição foi criada em 2015 por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Dilma assumiu a presidência do banco em 2023 e continua à frente da instituição durante a atual expansão das atividades do bloco.
Encontro ocorre em meio à expansão do Brics
A reunião entre Putin e Dilma acontece enquanto o Brics amplia sua atuação internacional. O grupo passou por uma expansão recente e hoje reúne 11 países, aumentando seu peso econômico e político no cenário mundial.
A Índia exerce a presidência do bloco em 2026 e recebe neste fim de semana a cúpula de líderes em Nova Délhi. Entre os principais temas estão cooperação econômica, energia, investimentos, comércio e questões geopolíticas.
A presença de Putin também chama atenção porque representa uma oportunidade para Moscou reforçar relações diplomáticas e econômicas com países do chamado Sul Global. O presidente russo chegou à Índia para participar da cúpula e também realizou reuniões bilaterais com autoridades indianas.
Brics discute novas formas de cooperação
Além da atuação do NDB, os países do Brics discutem mecanismos para ampliar o comércio, os investimentos e a cooperação tecnológica entre os integrantes do grupo.
As discussões ocorrem em um cenário de mudanças na economia internacional e de aumento das tensões geopolíticas. Para países como Rússia, China e Irã, o Brics também representa uma plataforma para ampliar relações econômicas e diplomáticas fora das estruturas tradicionalmente dominadas pelas potências ocidentais.
Para o Brasil, a participação de Dilma à frente do NDB mantém o país diretamente envolvido em uma das principais instituições financeiras criadas pelo bloco.
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Entenda o contexto
O Novo Banco de Desenvolvimento foi criado pelos países fundadores do Brics com a proposta de financiar projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável. A instituição tem sede em Xangai, na China, e passou a incorporar novos membros à medida que o bloco ampliou sua composição.
A presidência de Dilma Rousseff coloca uma ex-presidente do Brasil no comando de uma das principais estruturas financeiras do Brics. A instituição ganhou importância à medida que o grupo passou a discutir novas formas de financiamento, comércio e cooperação entre economias emergentes.
Para a Rússia, a participação no NDB também tem peso estratégico. O país enfrenta sanções de Estados Unidos e países europeus desde a invasão da Ucrânia e busca ampliar mecanismos de cooperação econômica com parceiros fora do Ocidente.
O encontro entre Putin e Dilma, portanto, ocorre em um momento de fortalecimento do Brics e de disputa por maior influência na economia e na política internacional. A cúpula em Nova Délhi deve avançar nas discussões sobre o futuro do bloco e sua capacidade de atuar em um cenário global cada vez mais marcado por tensões entre grandes potências.
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