O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (18) que o caso envolvendo o Banco Master deve “respingar” na reta final das eleições de 2026. A declaração foi dada durante entrevista à Rádio Tupi, no Rio de Janeiro.
Segundo Lula, os desdobramentos das investigações passaram a ocupar espaço no debate político em vez de temas diretamente relacionados à disputa eleitoral. O presidente também disse considerar preocupante a concentração das discussões públicas em torno do episódio.
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Entenda o que aconteceu
Durante a entrevista, Lula foi questionado sobre os possíveis efeitos do caso Master na disputa presidencial. O presidente respondeu que acredita que o episódio terá repercussão na reta final da campanha.
“Acho que vai respingar na reta final”, afirmou Lula.
Na sequência, o presidente atribuiu responsabilidade política pelo caso ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e afirmou que o Banco Master foi criado durante o governo anterior. Essas são declarações de Lula sobre o episódio e não constituem, por si só, uma conclusão das investigações.
Lula critica espaço ocupado pelo caso no debate eleitoral
O presidente afirmou que considera inadequado que o caso Master esteja ocupando espaço central no debate durante o período eleitoral.
Lula também disse que há pessoas em Brasília preocupadas com os desdobramentos das investigações.
“Tem muita gente com medo na República. Muita gente”, declarou.
O presidente voltou ainda a defender a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e afirmou que os conflitos entre o magistrado e a família Bolsonaro estão relacionados a outros episódios, incluindo os processos envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Caso Master envolve investigação sobre operações do banco
O Banco Master é alvo de investigações relacionadas a suspeitas envolvendo operações da instituição. O caso também passou a envolver discussões sobre relações entre o banco, agentes públicos e integrantes do Judiciário.
Nos últimos dias, o episódio ganhou espaço no debate eleitoral. Em 16 de setembro, Lula havia afirmado que o presidente do STF, Edson Fachin, teria responsabilidade em evitar que o caso interferisse no processo eleitoral de outubro.
O presidente também vem defendendo a divulgação de informações sobre as investigações e criticando o que considera vazamentos seletivos.
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Flávio Bolsonaro também aparece no debate sobre o caso
O caso Master também passou a ser relacionado ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no debate político. Segundo o Poder360, Lula citou o senador durante a entrevista ao defender sua posição sobre Alexandre de Moraes.
O presidente também fez críticas a outros integrantes do STF ao longo das últimas entrevistas sobre o assunto. Em 16 de setembro, por exemplo, Lula mencionou os ministros Dias Toffoli, André Mendonça e Nunes Marques ao cobrar explicações sobre questões relacionadas ao caso.
As menções políticas, porém, devem ser diferenciadas das apurações formais sobre eventuais irregularidades. Investigações e acusações ainda precisam ser tratadas como tais até que haja conclusões das autoridades competentes e decisões judiciais definitivas.
Caso ganhou espaço antes da reta final da campanha
A possibilidade de o caso Master repercutir eleitoralmente já vinha sendo discutida antes da declaração desta sexta-feira.
Em setembro, o próprio Poder360 registrou que Lula e integrantes do PT passaram a discutir os possíveis efeitos eleitorais das investigações. O partido também passou a questionar decisões relacionadas à condução do caso no STF.
Com a aproximação do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, o episódio passou a fazer parte das discussões envolvendo os principais nomes da disputa presidencial.
Entenda o contexto
O caso Master se tornou um dos assuntos políticos e institucionais presentes no debate eleitoral de 2026 por envolver investigações sobre o banco e questionamentos relacionados a agentes públicos e integrantes do STF.
Ao comentar o episódio, Lula tem defendido que as investigações avancem e, ao mesmo tempo, criticado a forma como o caso vem ocupando o debate público durante a campanha. As declarações do presidente sobre responsabilidades e eventuais envolvidos são posicionamentos políticos e devem ser diferenciadas das conclusões oficiais das investigações.
A discussão deve continuar no período que antecede o primeiro turno, especialmente diante da proximidade da votação e dos novos desdobramentos das investigações.
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