Zambelli pede ao STF autorização para voltar ao Brasil, votar no 1º turno e retornar à Itália

Ex-deputada apresentou habeas corpus preventivo para tentar evitar prisão durante passagem pelo país; mãe dela disputa uma vaga na Câmara.
Redação NC News
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A ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para retornar ao Brasil e participar do primeiro turno das Eleições 2026. A defesa quer uma garantia de que ela não seja presa durante a permanência no país e possa voltar à Itália depois de votar. O pedido foi apresentado por meio de habeas corpus preventivo na segunda-feira (21). Segundo a defesa, Zambelli pretende vir ao Brasil especificamente para exercer o direito ao voto. A ex-parlamentar afirma que quer votar na mãe, Rita Zambelli, candidata a deputada federal por São Paulo.
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Zambelli pede garantia para não ser presa

O ponto central do pedido apresentado ao STF é a tentativa de obter uma garantia judicial para que Zambelli possa entrar em território brasileiro sem ser presa. A defesa também solicita que ela possa deixar novamente o Brasil e retornar à Itália após participar da votação. Zambelli vive no país europeu desde maio de 2025, após deixar o Brasil depois de ser condenada pelo Supremo.

Defesa diz que objetivo é exercer direito ao voto

O advogado Eduardo Mauricio sustenta que a viagem teria uma finalidade específica: permitir que Zambelli participe do primeiro turno das eleições brasileiras. A intenção declarada é votar na mãe, Rita Zambelli, que concorre a uma vaga de deputada federal por São Paulo. O primeiro turno das Eleições 2026 está marcado para 4 de outubro.

Zambelli foi condenada pelo STF

Em uma das ações, Zambelli foi condenada definitivamente a dez anos de prisão pelos crimes de invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica no caso relacionado à invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A condenação transitou em julgado em junho de 2025, após a Primeira Turma do STF rejeitar recursos apresentados pela defesa. Na ocasião, também foi determinado o início do cumprimento da pena em regime fechado.
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STF também determinou perda do mandato

A situação política de Zambelli também mudou desde que ela deixou o país. Em dezembro de 2025, a Primeira Turma do STF confirmou a perda imediata do mandato parlamentar. A decisão referendou determinação do ministro Alexandre de Moraes e estabeleceu que a Câmara desse posse ao suplente. Desde então, Zambelli não exerce mais mandato de deputada federal.

Ex-deputada chegou a ser presa na Itália

Zambelli foi presa em Roma em julho de 2025 depois de ter o nome incluído na Difusão Vermelha da Interpol. A prisão ocorreu no contexto do pedido brasileiro de extradição. Em maio deste ano, uma decisão da Justiça italiana permitiu que ela deixasse a prisão. Posteriormente, a Corte Suprema de Cassação também anulou outra decisão que havia autorizado sua extradição, determinando nova análise do processo por uma instância inferior.

Pedido agora depende de decisão judicial

A apresentação do habeas corpus não significa que Zambelli esteja automaticamente autorizada a retornar ao Brasil sem risco de prisão. O pedido precisa ser analisado pelo Judiciário, que deverá decidir se concede ou não as garantias solicitadas pela defesa. Até que haja uma decisão, permanecem válidas as determinações judiciais relacionadas às condenações da ex-deputada.

Entenda o contexto

Carla Zambelli deixou o Brasil em 2025 após ser condenada pelo STF e passou a viver na Itália. O Supremo posteriormente determinou o início do cumprimento da pena e encaminhou ao Ministério da Justiça a documentação necessária para formalizar o pedido de extradição. O processo passou pela Justiça italiana e Zambelli chegou a permanecer presa no país europeu antes de ser colocada em liberdade. Agora, às vésperas do primeiro turno das Eleições 2026, a ex-deputada tenta obter uma garantia judicial para viajar ao Brasil, votar e retornar à Itália.
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